Ndalatando – Trezentas mil toneladas de produtos diversos é a previsão de colheita na campanha agrícola 2021/2022, na província do Cuanza Norte, mais 23 mil em relação ao ano anterior.
De acordo com o director do Gabinete Provincial da Agricultura e Florestas, Manuel Fernandes, os produtos serão cultivados numa área de 25 mil hectares, seis mil dos quais mecanizados e 19 mil lavrados manualmente.
Falando na abertura da referida campanha, fez saber que a campanha vai envolver 19 mil famílias camponesas e grupos de ex-militares organizados em associações, que este ano apostam na produção em grande escala da mandioca, batata-doce e rena, milho, feijão, entre outros produtos.
Disse constatar-se um aumento de mil e 700 hectares a serem cultivados, comparativamente a campanha anterior, em que foram lavrados 23 mil e 300 hectares, com o envolvimento de 18 mil 532 famílias.
Durante a campanha 2020/2021, referiu, a província alcançou uma safra de 276 mil 999 toneladas de produtos diversos, com realce para a mandioca, milho, feijão, batata doce e rena, hortícolas e frutas.
Por seu turno, o governador do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho, instou os camponeses a apostarem no aumento da produção, visando a redução das importações, o reforço da dieta alimentar das famílias e o combate à fome e à pobreza.
Disse ser aposta do Executivo angolano a mobilização de mais apoios em máquinas agrícolas e financiamentos para mais associações de camponeses, bem como o melhoramento das vias de acesso para facilitar o escoamento da produção.
O acto decorreu na cooperativa agrícola “Boa Esperança”, situada na localidade de Quirima do Hola, periferia da cidade de Ndalatando (capital do Cuanza Norte).
O evento, foi ainda marcado pela entrega de sementes e utensílios agrícolas, a algumas associações de camponeses, seguido do lançamento das primeiras sementes num campo de 24 hectares lavrado com máquina.
Exposição de produtos cultivados na campanha anterior, com realce para o arroz, cujos resultados experimentais estão a estimular os produtores a investirem na sua cultura, que se mostra adaptável ao clima e às terras da província, preencheu igualmente o acto.
Fonte: Angop
(30.10.2021)