Silos da Caála em vias de privatização

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Caála – Três silos de conservação de cereais, construídos há nove anos no município da Caála, província do Huambo, poderão passar a gestão privada, soube hoje, terça-feira, à ANGOP.

 

O porta-voz da administração local, João Sotembela Moma, disse que as autoridades do município aguardam, neste momento, por um instrutivo do Ministério da Agricultura e Pescas para iniciar o concurso público de concessão a a privados, da gestão e exploração dos três silos de conservação de milho, construídos em 2013, mas que nunca funcionaram, por diversas razões.

Sem avançar o custo das três unidades, João Sotembela Moma lembrou que os empreendimentos agro-industriais têm capacidade para armazenar 12 mil toneladas de cereais.

Adiantou que, apesar de nunca terem funcionado, os silos encontram-se em condições razoáveis e apropriadas para responder às necessidades das famílias camponesas e dos agricultores empresários.

Possuem sistemas de maquinarias que calculam a temperatura apropriada de conservação, permitindo a preservação dos produtos, por um longo período de tempo, sem qualquer prejuízo.

Para além destas infra-estruturas, o município da Caála, cuja sede está localizada a 23 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo, possui um grémio de milho, em completo estado de abandono, nas proximidades do Caminho-de-Ferro de Benguela, com uma capacidade de armazenamento de cinco mil 580 toneladas de cereais.

O imóvel, construído no período colonial, conta com 18 células de armazenamento, de 250 toneladas cada, e outras 12, que suportam 90 toneladas, que armazenavam a produção de milho das províncias do Huambo e da Huíla, o que fez da Caála a “Rainha do Milho de Angola”.

À época, era abastecido de cereais 12 vezes por ano, em particular o milho, para ser comercializado em São Tome e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Macau e outras ex-colónias portuguesas, para garantir a sustentabilidade da vida económica da região.     

A municipalidade conta com 131 cooperativas agrícolas e 150 associações, constituídas por 66 mil 205 camponeses que, anualmente, produzem, numa área acima dos 70 mil hectares de terras aráveis, milho, feijão, hortícolas e tubérculos.

Fonte: Angop (08.02.2022)