Luanda - Setenta produtores agrícolas da Associação dos Camponeses de Kassaca 1 começaram a beneficiar-se, desde quarta-feira, 20 de Julho, de um programa de tratamento de hortícolas denominada Ochitanda, com a inauguração do primeiro centro no município de Viana pelo ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João. As Ochitandas são espaços construídos onde os camponeses darão tratamentos, isto é, recolha, lavagem e corte dos produtos do campo (frutas, verduras, grãos e tubérculos) para depois serem comercializados.
Este programa do Ministério do Planeamento e Economia vem complementar uma iniciativa conjunta entre o Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) e o Ministério da Agricultura e Pesca na implementação das “Chitakas” – espaços de produção agrícola.
No final da actividade de inauguração do primeiro centro de recolha, lavagem e corte dos produtos do campo, o ministro Mário Caetano João deu a conhecer que o programa vai decorrer numa primeira fase em duas províncias, nomeadamente Luanda e Benguela, onde se prevê entregar 50 Ochitandas.
O responsável referiu que as Chitakas são um segmento para produção primária e têm também um efeito de escola e aprendizagem para os produtores compreenderem melhor como se produz, sendo que as Ochitandas são um segmento mas de transformação e agregação de valores (lavagem e empacotamento) e, em outros casos, a produção de compotas ou polpas.
O mesmo acredita que o programa vai tirar muitos destes agricultores da informalidade para a formalidade económica e é um projecto perfeito de ligação do PREI e PRODES, sendo que o lançamento deste primeiro programa em Calumbo (Viana) e a formalização das actividades económicas que ate a data foram feitas no casco urbano e chegam agora as comunidades rurais.
Referiu também que o projecto das Ochitandas contempla o micro crédito e se os agricultores alcançarem grande escala poderão recorrer ao mercado financeiro bancário.
Este programa prevê, igualmente, segundo o ministro, uma componente muito forte para que os beneficiários possam montar o seu negócio.
Para João Bernardo, da Associação dos Camponeses de Kassaca 1, com a implantação deste programa os produtores terão a vida mais facilitada no que concerne à rega, recolha e tratamento dos produtos, aumentado desta forma a produção e a melhoria no consumo local, tornando-se assim num bom passo para a redução da fome.
O agricultor falou da necessidade de se acautelar o transporte dos produtos visto, tendo em conta que em breve haverá produção em grande escala.
Fonte Angop(21.07.2022)