Lubango – A Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) entregou, este ano, ao Centro de Recursos Fitogenéticos de Angola 100 amostras, de 300 variedades que estuda, adaptadas ao sistema agro-ecológico e climático angolano.
Os estudos desenvolvidos conjuntamente com a Universidade Católica del Sacro Cuore de Piacenza, na Itália, desde 1999, contribuem para a diversidade morfológica de consumo alimentar saudável, embora, na realidade, haja algumas limitações de aplicabilidade em certas zonas do país.
Entre elas estão sementes milho do tipo silagem, doce, pipoca, milho verde, milho duro e milho farináceo recolhidos em diversas regiões do país e registada na cadeia de frio do Centro de Recursos Filogenéticos (CRF).
Segundo o representante da FAO, em Angola, Teixeira Bige, o resultado da recolha dessas variedades de milho visa alcançar segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular de alimentos de boa qualidade, suficientes e robustos.
O também agrónomo, abordava a temática no segundo dia de um workshop sobre a importância dos recursos fitogenéticos na segurança alimentar, fortalecimento da resiliência e preservação da biodiversidade.
De acordo com o responsável, inicialmente o material recolhido foi semeado durante o mês de Agosto de 1999, num campo experimental do Comité Nacional de Recursos Fitogenéticos, em Luanda, em parcelas randomizadas com três réplicas, sendo o aprovisionamento hídrico efectuado, segundo o sistema de irrigação por inundação.
Fez saber que em cada parcela foram recolhidas cinco plantas em competição, correspondente a 15 por acesso, o que permitiu a realização de um levantamento dos parâmetros vegeto-produtivos e fenológicos da população.
O evento que encerra hoje, está a abordar temáticas ligadas aos recursos fitogenéticos, conservação e utilização dos mesmos, a importância dos bancos comunitários na reposta as mudanças climáticas, recursos filogenéticos e melhoramento, legislação e tratados, que vai culminar com visitas de campo.
O foco está na constatação da importância da preservação dos recursos filogenéticos no contexto actual de instabilidade global, crise climática e insegurança alimentar.
Fonte: Angop (16.11.22)