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Famílias colhem mais de 17 mil toneladas de milho na Caála.

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Caála – Os camponesas familiares do município da Caála, província do Huambo, colheram, na campanha agrícola 2022/2023, um total de 17 mil 523.14 toneladas de milho, informou o director local da Agricultura, Pecuária e Pesca, Avelino Kalupeteka.

Em declarações hoje, quinta-feira, à ANGOP, o responsável disse tratar-se de 22 mil 746 produtores familiares, apoiados pela Administração local, com sementes melhoradas, fertilizantes e instrumentos de trabalho, com foco no aumento da produção, para fazer face aos desafios da segurança alimentar.

Lembrou que, na campanha agrícola passada, haviam sido colhidas 16 mil toneladas.

Apesar do aumento do índice de produção, o responsável disse ser necessário apostar na mecanização, para a exploração de superfícies mais alargadas e, ao mesmo tempo, abrir novas oportunidades de emprego.

Referiu que o município da Caála, considerado no passado como a “Rainha do Milho de Angola”, precisa introduzir, com urgência, a agricultura mecanizada, para alargar em escalas maiores as áreas de produção e, com isto, potencializar os camponeses famílias, com uma força de trabalho na ordem de 85 por cento.

Informou que, para além do milho, os camponeses familiares produzem, igualmente, tubérculos, leguminosas, hortícolas e frutícolas diversas.

Rainha do Milho de Angola

 O comércio intenso do milho no município da Caála, principalmente, na época colonial, foi decisivo para localidade ganhar o título de “Rainha do Milho de Angola”, como resultado da capacidade armazenamento em condições aceitáveis e em grandes quantidades, da produção das províncias de Benguela e Huíla.

Na altura, a municipalidade, cuja sede está localizada a 23 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo, possuia um grémio de milho em plenas condições de funcionamento.

A infra-estrutura, actualmente, em completo estado de abandono, nas proximidades do Caminho-de-Ferro de Benguela, tem uma capacidade de armazenamento de cinco mil 580 toneladas de cereais.

O imóvel, construído no período colonial, conta com 18 células de armazenamento, de 250 toneladas cada, e outras 12, que suportam 90 toneladas.

À época, era abastecido de cereais 12 vezes por ano, em particular o milho, para ser comercializado em São Tome e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Macau e outras ex-colónias portuguesas, para garantir a sustentabilidade da vida económica da região.      

A municipalidade conta com 131 cooperativas agrícolas e 150 associações, constituídas por 66 mil 205 camponeses que, anualmente, produzem, numa área acima dos 70 mil hectares de terras aráveis, milho, feijão, hortícolas e tubérculos.  LT/ALH.

Fonte: Angop- 22 Junho De 2023

Agroportal