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Huíla quer inclusão do "Triângulo do Milho" no PLANAGRÃO.

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Lubango – O governador da Huíla, Nuno Mahapi, pediu nesta quarta-feira, no Lubango, ao Presidente da República, João Lourenço, a inserir os municípios do chamado “Triângulo do Milho” no Plano Nacional de Fomento Para a Produção de Grãos (PLANAGRÃO) pelo potencial produtivo do cereal existente.

O Triângulo do Milho é composto pelos municípios de Quipungo, Chicomba, Caconda e Caluquembe, com um potencial de produção superior a 100 mil toneladas do cereal/ano, segundo Nuno Manhapi.

Ao falar aos jornalistas, sobre os desafios para à melhoria das condições de vida das comunidades da Huíla, o governador afirmou que há necessidade de inclusão desses municípios no programa, para agregar valor a produção.

“O PLANAGRÃO deve nascer dentro do Triângulo do milho, porque a produção que está a ser feita de milho nesta região é muito alta e não temos um controlo efectivo porque a agricultura verdadeira é familiar e os custos de produção são muito altos”, considerou.

Realçou a necessidade de subvencionarem-se os inputs agrícolas para obter-se a auto-suficiência alimentar, pois a aquisição destes para as famílias ainda tem custos altos e a maior parte da produção de milho da Huíla é feita pela agricultura familiar.

Não obstante do potencial existente do Triângulo do Milho, Nuno Mahapi referiu depararem-se com constrangimentos de acesso às zonas de produção, nos trajectos Quipungo-Chicomba-Caconda, num percurso de 152 quilómetros, devido ao seu elevado grau de degradação.

Pelo que, solicitou ao Chefe de Estado, uma atenção especial a esses constrangimentos fundamentais na implementação do Agro-negócio e da Agro-indústria, no sentido do incremento da produção nacional e fomento da agricultura familiar.

O PLANAGRÃO gizado em 2022, conta com o financiamento do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e visa duplicar a produção de grãos até 2027, de forma a garantir a auto-suficiência alimentar no país.

O projecto beneficia as províncias do Moxico, Lunda Sul, Lunda Norte e Cuando Cubango. A ideia é produzir até este período, seis milhões de toneladas desses quatros cereais por ano, contra as actuais cerca de 3,14 milhões de toneladas de grãos.

O projecto passa, igualmente, na rentabilidade dos solos, aumento de empresários agrícolas, emprego e na promoção da cadeia de valor, de forma a garantir uma renda fixa aos produtores, para além de reduzir a dependência da importação e assegurar a auto-suficiência e segurança alimentar. EM/MS

Fonte: Angop - 11 Agosto De 2023

Agroportal