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Mais de 20 hectares de terras aráveis em risco de serem expropriadas na Matala.

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Mais de 20 hectares de terras aráveis abandonadas, há mais de cinco anos, no Perímetro Irrigado da Matala, 180 quilómetros a Leste da cidade do Lubango, vão ser expropriados.

O director municipal da Agricultura, Bernardo Chicomo, que revelou a decisão,considerou não haver razões para que os espaços agricultáveis "continuem abandonados, porque há condições para a lavoura à escala industrial em todas as épocas do ano, por haver ali água suficiente e meios mecanizados”.

Segundo Bernardo Chicomo, uma equipa multissectorial desenvolveu antes várias actividades de inspecção ao perímetro, identificando os espaços e respectivos proprietários, situação legal, localidades onde vivem e outros procedimentos administrativos para permitir a perda total dos hectares improdutivos.

O Perímetro Irrigado da Matala é composto por mais de 200 mil hectares com condições para prática agrícola. "Destas cifras, apenas 54.588 hectares são aproveitados por agricultores associados em diversas cooperativas, assim como de empresas chinesas”, declarou o responsável da Agricultura, sublinhando que as terras aráveis devem ser entregues aos empreendedores com capacidade para explorá-las e favorecer a produção à escala industrial.

"Estamos a desenvolver acções para converter os espaços abandonados em reservas com condições para acolher as iniciativas de novos investidores com capacidade para tornar a terra numa área produtiva”, esclareceu.O director municipal da Agricultura, Bernardo Chicomo, descreveu ainda que a acção, iniciada três anos, vai criar condições para a criação de uma reserva fundiária do Estado, necessária para a atracção de mais investidores no sector.

"Estão criadas as condições para garantir aos investidores nacionais e estrangeiros a legalização dos terrenos para implantação de projectos agro-pecuários”, ressaltou.

Chicomo descreveu que a produção anual do município da Matala está fixada em oito mil toneladas de alimentos diversos, onde os 42 quilómetros de extensão do canal irrigam à volta de dez mil hectares. "A produção actual ainda está longe das necessidades reais de consumo locais, onde são colhidos à volta de 30 mil toneladas”, sublinhou.

Valorização da produção familiar

Ao todo, 45 mil famílias residentes nos arredores do Perímetro Irrigado da Matala são até ao momento tidas como as maiores produtoras de horto-frutícolas e cereais, com destaque para o milho, massambala e massango. "As autoridades controlam e distribuem a cada ano agrícola imputs diversos a 11 mil famílias”, disse. Bernardo Chicomo destacou o apoio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), ao subvencionar a compra de fertilizantes, contribuindo assim para que em cada ano produtivo se aumentem as colheitas, para a satisfação das famílias beneficiárias.

O responsável da Agricultura no município da Matala sublinhou que o FADA está a potenciar os antigos produtores, assim como a convencer outros a retomarem a prática da lavoura, facto que fez com que muitos antigos campos produtivos estejam a ser recuperados e a retomar a produção em quantidades consideráveis.

Produção de arroz

As colheitas de arroz na safra passada atingiram, pela primeira vez, 850 toneladas no presente ano, razão que tem despertado a atenção de outros investidores a explorarem as terras férteis do canal de irrigação do município da Matala, situado 180 quilómetros a Leste da cidade do Lubango.

O director do Gabinete de Desenvolvimento Económico Integrado da Matala, Tomás Musaki, descreveu que a produção de arroz está a acautelar a qualidade exigida nos mercados interno e internacional, de modo a criar condições para que o excedente seja exportado. "Estamos a levar o arroz a todas as feiras para provar que é possível cultivar o grão no Perímetro Irrigado da Matá-la, de modo a captar mais produtores e investidores a preferirem a água do rio Cunene para desenvolver a produção, assim como utilizar os comboios do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) para o escoamento”, explicou.

Para Tomás Musaki, já há bons sinais na lavoura de arroz na província da Huíla, razão para cativar a atenção de outros agricultores e criar condições para que a produção seja feita à escala industrial a partir das campanhas agrícolas subsequentes e elevar a região a lugares cimeiros ao nível do país e da África Austral.

A empresa chinesa Olonga Agro-negócio está a explorar mais de 114 hectares com irrigação por inundação e aspersão, de acordo com as regras da lavoura de arroz, projectando aumentar a área de produção, caso os resultados das vendas sejam satisfatórios.

O agrónomo Tomás Musaki fez saber que o escoamento ainda não começou, por se encontrarem neste momento na fase de descasque, selecção dos melhores grãos, empacotamento em sacos de 50 quilogramas, armazenamento e transporte para vários mercados nacionais.

Produção de tabaco

A lavoura do tabaco em quantidades industriais figura também como uma das apostas dos chineses no Perímetro Irrigado da Matala, onde a fase experimental já ocupa um espaço de mais de 60 hectares, anunciou a Olonga Agro-Negócios, instalada no município da Matala desde 2014.

A empresa já empregou 1.100 jovens formados em várias especialidades do sector agrário, sendo a Agronomia a que tem mais técnicos formados no Instituto Médio Agro-pecuário do Tchivinguiro.

 FORMAÇÃO
Angola forma 300 técnicos de apicultura em quatro meses

Trezentos técnicos de apicultura serão formados, nos próximos quatro meses, em 10 províncias do país, sobre boas maneiras no processo de exploração com a colmeia tradicional e técnicas de maneio convencionais para a produção de mel, cera e outros produtos da colmeia.

Organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Pescas, a formação terá a duração de oito dias e vai abranger as província do Bengo, Uíge, Cuanza-Norte, Zaire, Lunda-Norte, Moxico, Cuando Cubango, Bié, Huambo e Cabinda.

O programa prevê a realização de 10 formações, a instalação de 10 salas para o processamento de mel e cera e 10 apiários com 300 colmeias melhoradas do modelo "langstroth”, informou hoje, o responsável do departamento de fomento da apicultura do Ministério da Agricultura, Frederico Maurício.

Nesta formação, que iniciou ontem no Bengo, a província conta com a participação de 50 técnicos provenientes dos seis municípios.

Com todos os meios assegurados, o sector acredita que depois da formação existam condições adequadas para se produzir, anualmente, uma média de 6.000 quilogramas de mel com qualidade aceitável para o mercado nacional e estrangeiro.

O director do Gabinete Provincial da Agricultura, Faustino Ngonga, apontou a província do Bengo como uma região com condições propícias e naturais para exploração de mel devido à abundância de água e flora.

A nível local, disse que existem alguns focos já identificados nos arredores de Caxito, na comuna do Úcua e Panguila.

CHINGUAR
Prevê vacinar mais de oito mil cabeças de gado bovino

Mais de oito mil cabeças de gado bovino poderão ser vacinadas contra a pleuropneumonia contagiosa, carrapato, dermatite nodular, sarna entre outras doenças, no município do Chinguar, a 75 quilómetros a Oeste da cidade do Cuito, na província do Bié. A informação foi avançada pelo

director municipal da agricultura no Chinguar, Paulo Adolfo Bunga, em declarações à ANGOP.

CUANZA-NORTE
Colhidos mais 30 toneladas de produtos

Quatrocentos e trinta e quatro mil seiscentos setenta e quatro toneladas de produtos agrícolas foram colhidos, na província do Cuanza-Norte, na campanha 2022/2023,   que foi preparada numa área de 34 mil 834 hectares, dos quais 33 mil 225 manualmente e 1 715 mecanizados . Foram assistidas 26 mil 120 familias. A informação foi avançada pelo responsável do gabinete Provincial da Agricultura.

NAMIBE
Cooperativas beneficiam de pintos para criação

Quarenta cooperativas agrícolas dos cinco municípios da província do Namibe vão beneficiar, na primeira quinzena do próximo mês de Outubro, de sete mil pintos de raça boxivet, no âmbito do programa nacional de avicultura, segundo   a vice-governadora para área Política, Económica e Social do Namibe, Anica de Sousa, em declações a imprensa naquela cidade do Sul do país.

LUNDA-SUL
capacitação sobre gestão e produção agrária durante cinco dias

Trinta cooperativas agropecuárias da província da Lunda-Sul estão desde segunda-feira, na cidade de Saurimo, a serem capacitados sobre gestão e produção agrária, para torná-las cada vez mais sustentáveis.

A acção formativa de cinco dias, promovida pelo Ministério da Economia e Planeamento, em parceria com o FAO.

ZAIRE
INAPEM capacita cooperativas agrícolas

Vinte e cinco representantes de cooperativas agrícolas da província do Zaire participam desde segunda-feira, em Mbanza Kongo, num seminário sobre gestão de cooperativas. Promovido pelo Ministério de Economia e Planeamento, através do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), a acção formativa, com a duração de cinco dias.

LUANDA
aprendizagem da literacia financeira

O presidente da Associação de Jovens Empreendedores de Angola , Alfredo Nguli, considerou esta terça-feira essencial a promoção de acções formativas sobre literacia financeira, em especial para os jovens poderem gerir da melhor forma os seus rendimentos. O responsável fez estas declarações à margem do VI ciclo do Seminário de Educação Financeira para jovens associativistas.

Fonte: Jornal de Angola - 28/09/2023

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