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Banco Mundial apoia ADRA em projectos ligados à agricultura familiar no Huambo.

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O Banco Mundial (BM) vai desembolsar, durante o quinquénio 2023-2027, cerca de 27 milhões de dólares, destinados à implementação de projectos no domínio da agricultura familiar, no município do Bailundo, província do Huambo, sob responsabilidade da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA).

A informação foi avançada pelo director-geral da ADRA, Carlos Cambuta, quando discursava no 23º Encontro Nacional das Comunidades, que o município do Bailundo acolheu, de 27 a 28 de Setembro do ano em curso, sob o lema: "Construindo pontes de diálogo rumo ao desenvolvimento das comunidades.

Inserido no Plano Estratégico, com vista a contribuir para o desenvolvimento das comunidades rurais, o programa contempla ainda projectos de segurança alimentar e nutricional.

De acordo com o director-geral da ADRA, o valor disponibilizado pelo BM "deverá contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades angolanas, especialmente rurais, através da melhoria das condições de trabalho e de vida”.

No âmbito do Plano Estratégico o para quinquénio 2023-2027, Carlos Cambuta fez saber que a ADRA tem em carteira 18 projectos de apoio ao desenvolvimento das comunidades, com destaque para agricultura familiar, já em fase de im- plementação em sete províncias, num total de 31 municípios e um universo de cerca de 341 aldeias, em que já foram beneficiadas mais de 16 mil famílias de forma directa e 54 mil indirecta. O responsável revelou que a instituição tem como meta, este ano, intensificar o apoio à agricultura familiar, por intermédio do acesso aos recursos financeiros por via da concessão de crédito, no sentido de facilitar os camponeses na compra de fertilizantes e outros insumos agrícolas necessários para aumentar os níveis de produção e produtividades das culturas.

Quanto à intervenção do Plano Estratégico 2023-2024 e a experiência sobre o desenvolvimento local, Carlos Cambuta sustentou que  a ADRA sempre procurou identificar uma cultura de promoção do espaço de diálogo junto dos órgãos centrais do Estado, que são as administrações municipais, no quadro da monitoria da implementação das políticas públicas, para melhoria de vida das comunidades".

Orçamento participativo

A governadora do Huambo, Lotti Nolika, frisou que o encontro teve como objectivo promover momentos de partilha de saberes para transmitir experiências entre os cidadãos e os governantes sobre os resultados e o impacto das acções do Executivo angolano, no âmbito do Programa de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Local para a melhoria das condições de vida das comunidades.

A governadora considerou o Orçamento Participativo como uma metodologia que concorre para a inclusão dos cidadãos no processo de formulação do Orçamento Geral do Estado (OGE), de modo a torná-lo numa Política Pública mais importante na procura de respostas às preocupações dos cidadãos.

Acesso ao crédito

O presidente da cooperativa "Sementes do Planalto”, Francisco Venda, apelou a uma maior abertura no acesso ao crédito para as cooperativas e associações de camponeses, com vista a garantir a auto-suficiência alimentar no seio das comunidades rurais. A falta de fertilizantes e a necessidade de reabilitação das vias  até às zonas potencialmente agricultáveis constam das principais preocupações apresentadas pelas cooperativistas. 

Fonte: Jornal de Angola - 05 Outubro de 23

 
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