A ministra Conselheira da Embaixada da China, Chen Feng,afirmou, quarta-feira, em Luanda, que o seu país está apostado na formação de quadros angolanos nas áreas de recursos humanos, agricultura e indústria.
Chen Feng, que falava à imprensa a margem da Conferência sobre a "Promoção da Globalização Económica Universal Benéfica e Inclusiva para o Desenvolvimento Sustentável", referiu que a China está disposta a apoiar Angola no processo da diversificação económica e no desenvolvimento sustentável, sobretudo, nos domínios da agricultura e na indústria.
"As principais áreas de interesse para investimento da China em Angola, a par da agricultura, são a industrialização e formação do capital humano", lembrou.
A diplomata afirmou que nos últimos anos tem sido notório o esforço do Governo angolano em melhorar o ambiente de investimentos, tendo sublinhado que a parceria entre os dois países é estratégica global.
Chen Feng referiu que as trocas comerciais entre os dois países rondam os 10 mil milhões de dólares, com um crescimento de 4,6 por cento, em relação ao mesmo período homólogo.
Foco na Agricultura
A professora de economia da Universidade de Renmin na China, Chen Jiaying, entende que uma das medidas para a erradicação da pobreza em Angola passa por uma agricultura modernizada, acesso equitativo aos serviços públicos, inovações institucionais, bem como maior garantia às necessidades básicas por meio da segurança social.
A China, afirmou, para aumentar a sustentabilidade da população adoptou medidas e políticas, como o aumento da produtividade na agricultura, pelo facto da maior parte da população desfavorável reside em zonas rurais.
Acrescentou que a outra medida adoptada pela China foi a inserção dos produtos de pequenos produtores para o mercado nacional, com distribuição em todo o território nacional e da criação de postos de trabalho perto de casas e institutos de formação.
Durante o encontro foram abordados temas como a "Cooperação Sino-Africana no Contexto da Globalização Económica", "Desafios", "Oportunidades e facilitação de investimento em Angola", "Desenvolvimento de infra-estruturas e crescimento inclusivo".