Os camponeses do Perímetro Agrário da Catumbela, na província de Benguela, colheram, em 2024, cerca de 700 toneladas de milho.
Raimundo Mussile, director-geral daquela região de cultivo, fez saber esclareceu que a área possui 3.317 hectares de terras aráveis e conta com 5.300 camponeses, que têm como prática o cultivo do milho, mandioca, batata-doce e as hortícolas, que são em enormes quantidades.
Segundo o director do Perímetro Agrário da Catumbela existem a nível do município áreas salitrosas, mas apesar disso as pessoas produzem.
O Perímetro tem registado um abaixo rendimento da produção de milho, Raimundo Mussile, esclarece que tem a ver com a falta de água, acrescentando que cada cultura tem o seu rendimento anual.
“Em 2024 produzimos a volta de 700 toneladas de milho”, informou. Raimundo Mussiles disse tratar-se de um milho que, às vezes, não é em que qualidade por carência de fertilizantes devido aos preços muito altos, assim como os pesticidas. “Os preços são outros e o camponês nem sempre tem bolso para aguentar”.
A administração municipal da Catumbela informou que tem feito alguma dinâmica de distribuição de fertilizantes e pesticidas para os camponeses, mas em quantidades insuficientes. Raimundo Mussile explicou que a agricultura no município da Catumbela é feita de forma regadia e existe agricultura permanente.
Dificuldades
O director do Perímetro Agrário da Catumbela, Raimundo Musssile, revelou que o ano de 2024 terminou com muitas dificuldades relacionadas com a questão hídrica.
A barragem do Açude, no rio Catumbela, disse que tem o próprio dique de contenção que sofreu erosão hídrica e em função disso não está a reter água suficiente para aumentar a vazão do canal.
Depois, adiantou o director do perímetro agrário da Catumbela, o próprio canal de sete quilómetros e meio, a partir do Açude até à ponte 4 de Abril, está bastante assoreado.
Têm sido feitas manutenções regulares e está sendo desenvolvida. Todavia, sustentou que o Ministério da Agricultura e a Empresa Provincial de Águas sabem que o referido canal também beneficia as quatro cidades.Este desassoreamento, admitiu, está a diminuir consideravelmente os recursos hídricos, o que tem criado enormes dificuldades de distribuir água para os beneficiários (Ministério da Agricultura e a Empresa Provincial das Águas). Raimundo Musssile referiu ser um grande constrangimento chegar-se numa fase em que mesmo na ponte 4 de Abril junto às comportas haver uma grande confusão.
“Os camponeses da margem esquerda e os da direita também de noite aparecem para esta disputa de quem rega e não com este sofrimento todo”, contou.
Fez saber que o perímetro tem feito manutenção paliativa para conter esta situação envolvendo todos os camponeses do perímetro agrário.
O responsável adiantou que mesmo assim não é suficiente para fornecer água a todo perímetro e a empresa de água.
Raimundo Mussile referiu que também tem-se feito manutenção mecanizada por intermédio da Empresa da água. “Mas ela não é muito eficiente porque as máquinas fazem manutenção no canal, mas com água corrente. Logo, os operadores não conseguem ver a amplitude que tem no canal”, declarou.
Neste ano de 2025, mencionou o director do perímetro agrário da Catumbela, precisa-se alinhavar a situação hídrica com a administração municipal da Catumbela na elaboração de calendários de manutenção do canal.
Por outro lado, Raimundo Musssile pretende que a manutenção no canal seja feita trimestralmente.
O canal, defendeu, deve ficar uma semana sem água para permitir que as máquinas façam um trabalho completo embora venha afectar o fornecimento de água nas quatro cidades, nomeadamente, Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta.
“Mas, a empresa de águas sabe que tem outras alternativas a partir do rio Catumbela”.