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17.ª Cimeira EUA-África – Principais Destaques

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A 17.ª Cimeira de Negócios EUA-África, coorganizada pelo Corporate Council on Africa (CCA) e o Governo de Angola, transformou Luanda no epicentro da diplomacia comercial e do investimento entre os EUA e o continente africano. Realizada de 22 a 25 de Junho, a cimeira reuniu mais de 2.000 delegados, incluindo sete Chefes de Estado.

Angola como Anfitriã e Polo de Negócios

 

A escolha de Luanda e a declaração do Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, de que esta edição foi a "melhor de sempre", consolidam a posição de Angola como um polo para negócios e diplomacia na África Austral e Central. O Presidente João Lourenço destacou a importância das “startups” e da criação de corredores logísticos eficazes.

Protagonismo das MPME Angolanas

 

O Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) coordenou a participação de 100 líderes de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) e “startups” angolanas. E tal como foi amplamente noticiado, foi concedida uma redução significativa na taxa de participação para empresas com o selo "Feito em Angola" (de $1.000 para $200), e o INAPEM implementou um programa intensivo de capacitação e formação para prepará-las para a internacionalização.

Tais como:

  • Número de MPMEs/Startups Coordenadas pelo INAPEM - 100 líderes de MPME e startups angolanas;
  • Incentivo Financeiro (Selo "Feito em Angola") - Redução da taxa de participação de $1.000 para $200 para mais de 100 empresas;
  • Programas de Preparação (Duração: >60 dias) - Capacitação, bootcamps técnicos, formação em inglês para negócios, orientação estratégica para networking;
  • Sectores Representados - Agroindústria, energia, saúde, comércio, tecnologias, indústria transformadora, serviços

Acordos Estratégicos e o Corredor do Lobito

 

A cimeira resultou na assinatura de vários acordos cruciais, com foco em infraestruturas e diversificação económica:

  • Terminais de Silos para Grãos: Acordo entre ARCCLA (Angola) e Amer-Con Corporation (EUA) para 22 terminais, com foco na segurança alimentar;
  • Projectos Transfronteiriços de Infraestruturas: Memorando entre Grupo Soapro SA (Angola), Hydro-Link (EUA), Khight Piesold Consulting Firm (África do Sul) e Windhoek Consulting Engineers LTD (Namíbia) para interconexões com a Namíbia (elétricas, estradas, ferrovias);
  • Interconexão Eléctrica de Alta Tensão: Memorando entre Ministério da Energia e Águas (Angola) e Hydro-Link (EUA) para financiar e operar uma linha de 400 kV entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC), com capacidade de até 1.200 MW;

O Corredor do Lobito foi amplamente destacado, com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) a comprometer $500 milhões e mais $1 bilhão ao longo de cinco anos. O Ministro José de Lima Massano anunciou a mobilização de $5 mil milhões para o Corredor do Lobito, o que enfatizou a necessidade de projectos de qualidade para atrair eficientemente os recursos.

Além da Ajuda: Apelo por Investimento e Comércio

A mensagem central foi a transição da "lógica da ajuda pela lógica do investimento e do comércio". Líderes africanos, incluindo o Presidente João Lourenço, apelaram aos EUA para diversificarem investimentos além de petróleo e minerais, com foco em sectores como manufatura, turismo e serviços. A remoção de tarifas e restrições de vistos foi veementemente solicitada para impulsionar o comércio bilateral. Os EUA, por sua vez, reconheceram a importância económica crescente de África e o compromisso com a "diplomacia comercial".

Inovação e Oportunidades para o Ecossistema Empreendedor

A cimeira introduziu inovações como o "Future of Africa Pavilion", que destacou inovações em fintech, climate tech, agronegócio e indústrias criativas. Sessões de matchmaking e programas expandidos para jovens e mulheres empreendedoras foram realizados para fomentar conexões e oportunidades de negócios.

Um Novo Capítulo nas Relações EUA-África

Esta cimeira marcou um novo ciclo de cooperação, com o país a reafirmar o seu papel como facilitador da integração económica regional. A expectativa é que Angola continue como plataforma diplomática e económica para a próxima edição da Cimeira EUA-África em 2026, o que solidifica a sua posição estratégica como parceiro fiável e ponto de entrada para o investimento no continente. O evento sublinhou o compromisso renovado dos EUA em engajar-se com o sector privado africano, e marcou uma era de parcerias mais equitativas.

27 de Junho de 2025

Agroportal