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Governo Assegura Apoio Ao Empresariado Do Namibe E Anuncia Reabertura De Fábrica De Transformação De Tomate

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O Governo anunciou a reabertura, no prazo de seis meses, de uma unidade de transformação de tomate no Namibe, durante a visita do Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano. O anúncio foi feito no decurso de uma deslocação de três dias à província, em que o Ministro garantiu apoio contínuo aos produtores e prometeu programas públicos de financiamento para dinamizar a cadeia agroindustrial local.

Medidas de apoio ao empresariado

O Executivo comprometeu-se a facilitar o escoamento da produção e a promover parcerias entre agricultores e indústrias transformadoras. Entre as medidas citadas estão a criação de linhas de financiamento, incentivos logísticos e acções para reduzir custos de armazenamento e transporte, passos que, segundo o Governo, visam aumentar o valor acrescentado local e criar postos de trabalho. A visita contou com a presença do ministro da Agricultura, Isaac dos Anjos, e de responsáveis do sector produtivo.

Redução de perdas pós-colheita

Perdas pós-colheita em frutos como o tomate são elevadas em muitos países em desenvolvimento. Estudos e relatórios técnicos da FAO e da literatura científica apontam perdas em cadeias hortícolas tipicamente entre 20% a 40% (varia com tecnologia, logística e clima). A abertura de uma fábrica de transformação pode reduzir essas perdas ao oferecer capacidade de conservação e processamento local.

Situação da unidade e operadora

A unidade em questão remete para a fábrica construída em Giraul de Baixo, município de Moçâmedes (Namibe), edificada em 2016 e anunciada para entrar em funcionamento experimental em Outubro de 2024. Fontes locais indicam capacidade instalada para 45 toneladas (capacidade de produção estimada em 3 t/h) e investimento público/privado da ordem dos 600 milhões de kwanzas; a gestão prevista envolveria o Grupo SONEP e responsáveis locais como Edilson Tchibia (secretário-geral do grupo).

Importações e mercado

Embora a produção nacional venha a crescer, Angola continua a recorrer a importações de derivados de tomate (polpa, pasta, conservas). Dados de mercado e relatórios sectoriais mostram fluxos comerciais relevantes na África subsaariana e volumes significativos de importação de tomate e produtos processados, um motivo apontado pelo Governo para priorizar a industrialização local. Relatórios de mercado sectorial indicam, a nível regional, importações de tomate processado na ordem de centenas de milhares de toneladas anuais; para Angola há registos (bases comerciais) que apontam importações de pasta/polpa em anos recentes na ordem dos milhares a dezenas de milhares de toneladas.

De referir que o tomate é a fruta de destaque da edição da Fruit Attraction 2025, maior feira de fruta fresca, a realizar em Madrid de 30 de Setembro a 02 de Outubro onde Angola irá estar representada com um stand de 56mt2 no pavilhão de Africa.

12 de Setembro de 2025

 

Agroportal