Benguela enviou no dia 18 de Setembro de 2025, as primeiras amostras de frutas secas para a Holanda. O acto foi testemunhado pelo Governador Manuel Nunes Júnior, que enfatizou o potencial de Benguela para se estabelecer no mercado internacional com a produção de frutas secas.
Protocolo e nomeados em campo
O envio segue um memorando assinado a 17 de Julho de 2025 entre a Aliança Empresarial de Benguela, presidida por Adérito Areias, e a Embaixada dos Países Baixos em Angola.
O protocolo visa formar produtores, modernizar a transformação e abrir portas para o mercado europeu.
Corredor do Lobito
Manuel Nunes enfatizou ainda o papel do Corredor do Lobito para o escoamento. O Governador esclareceu que todos os produtos produzidos em Benguela e que reúnam condições para exportação poderão ser escoados através do Porto do Lobito, uma infraestrutura fundamental para o sucesso do Corredor do Lobito.
Produtos e players locais
Foram enviadas amostras de gengibre seco, manga, papaia, e ananás desidratados, produzidas por 18 empresas associadas à Aliança Empresarial de Benguela.
O passo técnico junta pequenos produtores e unidades de processamento locais.
Apoio diplomático e agenda prática
Armindo Teuns, assessor económico sénior da Embaixada dos Países Baixos, anunciou formação ministrada por peritos holandeses e um “workshop” prático em Setembro.
A Embaixada pretende que até ao fim do ano exista um plano de negócios aprovado e, se viável, financiamento para um projecto-piloto.
Logística e mercado
A DHL Express Angola, representada localmente por Juvenal Coque, garantiu apoio logístico integral, desde o embalamento até à orientação aduaneira e acesso a plataformas de venda.
O transporte e o “packaging” são vistos como cruciais para cumprir padrões europeus.
“Actuamos desde o embalamento até à venda em plataformas digitais, além de orientações sobre regras aduaneiras internacionais”, conclui o director-geral da DHL em Angola.
Expectativas
O Governador manifestou a expectativa de que a amostra enviada seja aprovada e permita que os produtores locais possam garantir um mercado seguro e competitivo, onde a qualidade dos produtos seja altamente valorizada.
Em suma, Benguela mostrou capacidade e iniciativa. Agora, caberá aos compradores holandeses confirmar qualidade e preço.
O que falta dizer (e o que já sabemos)
As melhores fontes confirmam que não foram divulgadas quantidades exactas (kg ou número de embalagens) na remessa inaugural. E, também ainda não há registo público de contratos de compra/venda vinculativos com importadores holandeses. Todavia, há sérias intenções, memorandos e avaliações em curso.
21 de Setembro 2025