Madrid (Do Enviado especial) - Um estudo de mercado para o investimento de 300 a 500 mil euros, a médio prazo, está a ser feito pela empresa espanhola Soto Café, com vista a exportação de produtos angolanos, com realce para o café.
A proprietária da empresa, Maite Soto, que falava à imprensa angolana em Madrid, por ocasião do 50° aniversário da Independência Nacional, assinalado no dia 11 deste mês, referiu que o interesse visa concretizar a cooperação com Angola e contribuir para a diversificação da economia nacional.
"Temos um grande interesse em investir no café em Angola, com uma projecção de fazermos um salto qualitativo e quantitativo", realçou a proprietária.
Maite Soto disse ter um conhecimento dos programas do governo relativamente à produção do "bago vermelho" angolano, que classificou como bom e limpo.
A empresária da Soto Café, que existe há mais de 40 anos no mercado espanhol, referiu que Angola actualmente constitui-se muito atractiva, com uma população cheia de energia e força para promover grandes investimentos, em colaboração com a Europa.
Já o jovem empresário angolano Felismino da Costa, que também actua no ramo do café, disse estar no mercado há cinco anos, com a produção e exportação deste produto.
Por ano, avançou o gestor da empresa Olif Lda, chegam a produzir 500 toneladas.
Apesar de não falar em valores, adiantou apenas ser um negócio rentável, já que têm mercado em Espanha e em outros países da Europa.
Felismino da Costa revelou terem já uma parceria com a Soto Café, que adquire os seus produtos.
Por sua vez, o empresário espanhol Andrés Blanco, da empresa Xcalibur, do sector de minerais, informou que já têm trabalhado com o Governo angolano no projecto PLANAGRÃO, assim como ajudam a empresa CATOCA a fazer novas descobertas de minerais.
Actualmente, acrescentou, estão em colaboração com o Ministério dos Petróleos e Recursos Minerais e também com empresas locais para a contínua promoção dos programas específicos de descobertas de materiais estratégicos para a produção energética.
A empresária portuguesa Filomena Soares, do ramo de organização de eventos internacionais, pretende actuar também em Angola, por entender ser um mercado muito mais atractivo e lucrativo.
Com 30 anos de carreira, Filomena Soares diz fazer de tudo, desde congressos, recepções, entre outras actividades.
Já a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina Dias da Silva, no almoço de confraternização com o corpo diplomático acreditado em Espanha, por ocasião da efeméride, reiterou a abertura do país para o investimento estrangeiro, por ser uma Nação em transformação, com estabilidade política e reformas económicas em curso.
Em função desse ambiente, cada vez mais favorável ao investimento estrangeiro, a diplomata convidou os empresários espanhóis a explorarem as oportunidades que Angola oferece nos sectores da energia, agricultura, pescas, turismo, infra-estruturas e tecnologias emergentes."
O acto central do 11 de Novembro decorreu em Luanda.
Na madrugada de 11 de Novembro de 1975, o mundo testemunhou o nascimento da então República Popular de Angola (RPA), com a proclamação da sua Independência, pelo Presidente António Agostinho Neto.
A cerimónia realizada no Largo da Independência (ou Largo Primeiro de Maio), em Luanda, marcou o fim de quase 500 anos de colonização portuguesa e o nascimento de um Estado livre, concretizando o sonho de liberdade de milhões de angolanos. PLB/CS
Fonte: Angop - 13 de Dezembro - 2025