A Pitaya de polpa vermelha da Fazenda Girassol, produzida no Zaire, foi distinguida em Portugal com o prémio Sabor do Ano 2026, anunciado hoje, 5 de fevereiro, numa cerimónia em Lisboa. O galardão, atribuído pela empresa Global Quality Ibéria (detentora do selo “Sabor do Ano”), destaca-se pela metodologia de avaliação rigorosa. Os produtos são submetidos a provas monádicas cegas num laboratório sensorial português, com painéis de 80 consumidores selecionados pelos seus hábitos alimentares. Cada fruto é avaliado em cinco critérios (sabor, satisfação geral, aspecto, odor e textura) e só recebe o selo se obtiver pontuação superior a 6 e for o melhor entre os concorrentes.
Nesta edição, a Pitaya da Fazenda Girassol superou outros concorrentes e foi eleita por consumidores portugueses, reflectindo a sua “excelência gustativa” e qualidade.
Em todas as edições a organização sublinha que o selo “não é um concurso, nem uma votação online. Trata-se de uma avaliação rigorosa da qualidade gustativa. Focamo-nos no essencial: o sabor.”, tal como afirma Cátia Fernandes, “Country Manager” da Global Quality Ibéria em Portugal. Por outro lado, o site oficial do prémio reforça que o Sabor do Ano é um selo de qualidade líder no sector alimentar, “único que se baseia nas propriedades funcionais do produto, sem influência da marca”.
Esta distinção tem potencial de impulsionar as exportações angolanas de Pitaya. A Agricultura angolana tem vindo a crescer: na campanha 2024/25 exportou 384 toneladas de fruta tropical (sobretudo banana e papaia), com Portugal a absorver cerca de 65% da banana e 62% da papaia embarcadas. Espera-se que o selo “Sabor do Ano” sirva de selo de confiança para consumidores europeus, abrindo portas a novos mercados e maior volume exportado de Pitayas vermelhas angolanas.
“Angola exportou 384 toneladas de frutas, das quais a banana liderou em volume exportado com 177,8 toneladas, seguida pela papaia (mamão) e laranja”, indicam dados oficiais de 2025. Este prémio poderá reforçar a estratégia de internacionalização da Fazenda Girassol, visto que potencia a imagem do produto e distingue-o da concorrência, abrindo perspectivas de crescimento nos mercados externos.
Com o Sabor do Ano 2026, a Pitaya angolana ganha visibilidade adicional junto dos retalhistas e consumidores portugueses, o que pode traduzir-se num aumento das encomendas e expansão de mercados na UE. Prevê-se que outras frutas tropicais de Angola também beneficiem do impulso às exportações agrícolas, alinhando-se com os esforços do país para diversificar a pauta exportadora.
Fontes: informação oficial do prémio Sabor do Ano; relatório “Economia & Mercado” com estatísticas agrícolas nacionais; Fazenda Girassol.
05 de Fevereiro - 2026