Mencionando que, no passado, o país foi "um dos maiores produtores de café do mundo", a secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, destacou que "uma das apostas do Governo passa precisamente por reduzir as importações e fomentar as exportações".
Em declarações no âmbito de uma visita, esta Quinta-feira, à Angonabeiro -empresa do Grupo Nabeiro responsável pela distribuição das marcas Delta Cafés em Angola, a secretária reconheceu que ainda há "caminho a percorrer", mas actualmente já se observa uma "presença crescente" do café nacional em mercados internacionais.
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"Angola foi, no passado, um dos maiores produtores de café do mundo e uma das apostas do Governo passa precisamente por reduzir as importações e fomentar as exportações. Ainda há caminho a percorrer, mas são passos importantes que estão a ser dados, e hoje já vemos uma presença crescente do café angolano em mercados internacionais, incluindo na comunidade europeia", referiu Augusta Fortes, tendo sublinhado ainda a "importância estratégica do café para a diversificação da economia angolana".
Relativamente à visita à unidade industrial da Angonabeiro em Luanda, a secretária de Estado classificou-a como "muito importante".
"Foi uma visita muito importante, que nos permitiu perceber de forma próxima e concreta como é feito todo o processo, desde a recolha do café junto dos produtores, passando pela armazenagem, preparação e comercialização, até ao processo de exportação. É importante constatar como empresas como a Angonabeiro contribuem para dinamizar a produção nacional e para apoiar as famílias que vivem da produção deste produto", disse, citada num comunicado remetido ao VerAngola.
Já Rui Gonçalves, director-geral da Angonabeiro, considerou que a "visita institucional representa um reconhecimento do papel que a empresa tem vindo a desempenhar no fortalecimento da fileira do café em Angola".
"A Angonabeiro tem vindo a afirmar-se como um parceiro activo no desenvolvimento da fileira do café em Angola, através da compra de café verde a produtores nacionais, da sua transformação local e da promoção do café angolano em mercados internacionais", afirmou.
Citado na nota, o responsável realçou ainda o "compromisso da empresa com o crescimento sustentável do sector".
"Inspirados pelo legado do fundador do Grupo Nabeiro, Rui Nabeiro, acreditamos que é fundamental agir hoje para construir o futuro. Como costumava dizer, 'Quem não fizer hoje, amanhã será tarde'. E é com esse espírito que continuamos a investir em Angola, contribuindo para o fortalecimento da produção nacional e para a valorização do café angolano", concluiu.
"Durante a visita, a governante teve oportunidade de conhecer de perto a operação industrial da empresa e acompanhar as diferentes etapas do processo de transformação do café, desde a recepção e controlo da matéria-prima até às fases de torrefacção, moagem, preparação de blends e embalagem do produto final", lê-se na nota, que acrescenta que "a iniciativa permitiu ainda destacar o trabalho desenvolvido pela Angonabeiro no fortalecimento da produção nacional de café, através da compra de café verde a produtores locais, da sua transformação em Angola e da promoção do café angolano em mercados internacionais".
Actualmente, refere o comunicado, a Angonabeiro "é líder do mercado de café em Angola, processando cerca de 400 toneladas de café torrado por ano, adquirindo mais de 1400 toneladas de café verde junto de produtores nacionais e exportando cerca de 1000 toneladas de café", sendo que a "empresa produz ainda mais de dois milhões de cápsulas de café Ginga por ano e conta com mais de 100 colaboradores, dos quais cerca de 95 por cento são angolanos, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país".
"Presente em Angola há mais de duas décadas, a Angonabeiro tem vindo a reforçar o seu investimento no país, apostando na produção local, no desenvolvimento da fileira do café e na promoção do café angolano junto dos consumidores e dos mercados internacionais", conclui a nota.
Fonte: Ver Angola - 13 de Março 2026