Luanda - Angola lançou, esta quinta-feira, em Luanda, a candidatura da embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), para o período 2027-2031.
O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, em nome do Governo angolano, durante um encontro com a imprensa.
Na ocasião, o governante apresentou o perfil da candidata, actual embaixadora de Angola em Itália e representante permanente junto das agências das Nações Unidas em Roma, nomeadamente a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Alimentar Mundial (PAM).
Segundo o governante, Josefa Sacko possui vasta experiência nos domínios da agricultura, desenvolvimento sustentável e políticas públicas, com percurso relevante a nível africano e internacional.
Referiu que a diplomata reúne qualidades como liderança, capacidade de diálogo e construção de consensos, consideradas determinantes face aos desafios globais, sobretudo nos domínios da segurança alimentar e das alterações climáticas.
Téte António defendeu que a FAO deve ser liderada por uma figura com visão estratégica e capacidade de promover respostas eficazes e inclusivas, alinhadas com as necessidades dos Estados-membros.
Sublinhou, igualmente, que a candidatura reflecte a necessidade de reforçar a presença de mulheres em cargos de liderança nas organizações multilaterais, tendo em conta o papel central que desempenham nos sectores da agricultura e da segurança alimentar, especialmente em África.
Acrescentou que a iniciativa traduz o compromisso de Angola com uma participação africana mais activa na direcção das organizações internacionais, em linha com os esforços de afirmação do continente no sistema multilateral.
No final, apelou ao apoio dos Estados-membros a uma visão comum orientada para o fortalecimento da FAO e maior proximidade às necessidades das populações.
Josefa Sacko exerce actualmente funções como chefe da missão diplomática de Angola em Roma e conta com uma trajectória consolidada no sector agrícola, tendo sido comissária da União Africana para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável entre 2017 e 2025.
Foi também secretária-geral da Organização Inter-Africana do Café.
A candidatura de Angola foi submetida ao Comité de Candidaturas da União Africana durante o Conselho Executivo da organização, realizado em Fevereiro de 2026, em Addis Abeba.LDN/ART
Fonte. Angop - 02 Abril de 2026