A província do Cuanza-Sul lidera, neste momento, a produção controlada da aquicultura a nível de todo o país.
O dado foi avançado, recentemente, pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Cármen dos Santos, durante o Fórum Nacional sobre Aquicultura Sustentável, realizado no município de Porto Amboim, província do Cuanza-Sul.
A ministra Carmen dos Santos apresentou dados que destacam a província como líder, com mais de 3,2 mil toneladas por mês (3,2 milhões de quilogramas), seguida pelo Uíge, com cerca de 2,1 mil toneladas (2,1 milhões de quilogramas).
De acordo com a página do Governo Provincial do Cuanza-Sul (GPCS), que retoma a intervenção da ministra Carmen dos Santos, a produção aquícola no país ainda apresenta um crescimento modesto. Em Fevereiro, registou-se cerca de 6,506 toneladas de pescado em aquicultura, um aumento inferior a 1,0% em relação às 6,343 toneladas produzidas em Janeiro, evidenciando progresso, mas ainda aquém das necessidades nacionais.
Outro aspecto destacado foi a baixa diversificação da produção, onde a tilápia (cacusso) domina amplamente o sector, com mais de 5,6 mil toneladas (5,6 milhões de quilogramas) produzidos num único mês, enquanto espécies como o bagre e as ostras ainda apresentam volumes reduzidos, o que representa um risco estrutural pela dependência de uma única espécie.
Visão do Governo
O vice-governador do Cuanza-Sul para a área Técnica e Infra-estruturas, Heitor Alfredo, que, na ocasião, representou o governador Narciso Benedito, disse que o sector da Aquicultura regista iniciativas louváveis, com maior realce aos municípios do Wako-Kungo, Cassongue, Quibala, Sumbe e Gangula, onde, apesar dos desafios, o número expressivo de agregados familiares é maioritariamente jovem, o que demonstra o potencial da actividade e a influência na segurança alimentar das populações.
Depois do Fórum Nacional sobre Aquicultura Sustentável 2026, realizado sob o lema “Investir na Aquicultura é Garantir a Segurança Alimentar”, o director Nacional da Aquicultura, António Sanda Onde, em entrevista exclusiva ao Jornal de Economia & Finanças, da Edições Novembro EP, disse que a produção anual está a evoluir a cada ano que passa. “Para perceber melhor, permita-me recuar há uns 10 ou 15 anos. Em 2014, quando começámos a dar os primeiros dados da produção aquícola no país, tínhamos um registo de 47 toneladas. Hoje, estamos a 35 mil toneladas, como mostram os dados de 2025”.
Conforme detalhou em 2023, o sector registou 10.538 toneladas e, em 2024, eram 22 mil toneladas. Estão registadas 835 empresas em todo o país.
Fonte: Jornal de Angola - 07 de Abril de 2026