O café 'made in Angola' está entre os diversos produtos africanos que passaram, a partir deste mês, a beneficiar de isenção de impostos no mercado chinês.
De acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura e Florestas a que o VerAngola teve acesso, a decisão foi divulgada no âmbito de um seminário de cooperação internacional entre países africanos dedicado à inspecção e quarentena alfandegárias, que teve lugar na cidade de Changzhou (China) e no qual participaram técnicos angolanos.
No seminário, que teve em vista "reforçar os mecanismos de controlo de qualidade, segurança sanitária e facilitação do comércio entre as partes", foi anunciado "um avanço significativo nas relações comerciais sino-africanas: a partir do mês de Junho, diversos produtos africanos passarão a beneficiar de isenção de impostos no mercado chinês, o café angolano está entre os produtos eleitos".
"Entre os produtos destacados, o café assume particular relevância, sendo considerado uma das principais prioridades nas trocas comerciais", lê-se no comunicado, que acrescenta que "ficou estabelecido que o café poderá ser exportado tanto na forma de grão verde, ou já moído, o que amplia significativamente as oportunidades para os países produtores, permitindo maior diversificação da cadeia de valor e agregação de qualidade ao produto final".
Para Angola, adianta a nota, "esta iniciativa apresenta múltiplas vantagens estratégicas e económicas". Primeiramente, "abre-se uma oportunidade concreta para revitalizar o sector cafeeiro nacional, historicamente relevante para a economia do país", sendo que "a possibilidade de exportar café com isenção fiscal para o mercado chinês poderá incentivar o aumento da produção, a modernização das técnicas agrícolas e a atracção de investimentos no sector".
"Em segundo lugar, a flexibilização dos requisitos comerciais e a harmonização dos padrões de inspecção e quarentena contribuem para reduzir barreiras técnicas ao comércio, facilitando o escoamento dos produtos angolanos", refere o comunicado, adiantando que "isso permitirá uma maior competitividade dos produtos nacionais, não apenas em termos de preços, mas também, em qualidade e conformidade com os padrões internacionais".
Adicionalmente, "esta cooperação fortalece as capacidades institucionais de Angola nas áreas de controlo sanitário e fitossanitário, promovendo a transferência de conhecimento técnico e boas práticas no domínio da inspecção alfandegária", refere a tutela, que adianta que "tal evolução é fundamental para garantir a segurança alimentar, a qualidade dos produtos exportados e a credibilidade do país no comércio internacional".
O comunicado destaca ainda que "esta iniciativa poderá contribuir para a diversificação da economia angolana, reduzindo a dependência do sector petrolífero e promovendo o desenvolvimento sustentável de sectores como a agricultura e agro-indústria".
Fonte: Ver Angola - 03 de Maio de 2026