O Banco Mundial reafirmou o seu compromisso em apoiar a implementação do programa AgroCorredores, uma iniciativa estratégica do Governo angolano que pretende transformar os corredores económicos do Lobito e de Malanje em polos de desenvolvimento agrícola, agroindustrial e logístico, promovendo a diversificação da economia nacional e o aumento da produção alimentar.
O reforço deste apoio foi destacado durante o lançamento da iniciativa, que reúne o Governo, instituições financeiras internacionais, parceiros de desenvolvimento, setor privado, universidades, cooperativas e organizações de produtores numa plataforma de coordenação destinada a impulsionar o investimento nas cadeias de valor agrícolas.
Agricultura como motor da diversificação económica
Para o Ministério da Agricultura e Florestas, os AgroCorredores representam uma nova abordagem ao desenvolvimento rural, permitindo integrar investimentos públicos e privados em infraestruturas, produção, transformação, logística e acesso aos mercados.
O objectivo passa por criar condições para aumentar a produtividade agrícola, reduzir as perdas pós-colheita, promover a agroindústria e gerar emprego, sobretudo entre jovens e mulheres, reforçando simultaneamente a segurança alimentar e a competitividade da agricultura angolana.
Corredores do Lobito e de Malanje no centro da estratégia
O Corredor do Lobito assume um papel determinante nesta estratégia, ligando algumas das principais regiões produtoras do país ao Porto do Lobito e aos mercados regionais e internacionais. A futura expansão das cadeias de valor ao longo deste eixo deverá facilitar o escoamento da produção agrícola, reduzir custos logísticos e atrair novos investimentos privados.
Em paralelo, o Corredor de Malanje surge como outro eixo prioritário para o desenvolvimento de projetos agrícolas e agroindustriais, complementando a estratégia nacional de crescimento do sector.
Banco Mundial aposta na mobilização de investimento privado
O apoio do Banco Mundial enquadra-se na iniciativa AgriConnect Angola 2025–2030, que pretende mobilizar até 1,45 mil milhões de dólares em financiamento público e privado para transformar o sistema agroalimentar angolano. Entre as metas definidas estão a criação de centenas de milhares de postos de trabalho, o aumento da produção nacional e o reforço da integração entre agricultores, empresas, instituições financeiras e mercados.
A instituição considera que Angola reúne condições excepcionais para afirmar a agricultura como um dos principais motores da diversificação económica, graças à disponibilidade de terras aráveis, recursos hídricos e potencial humano, defendendo que o próximo passo passa por acelerar o investimento, a inovação tecnológica e o desenvolvimento das cadeias de valor.
Para Vasco Nunes, coordenador do programa AgroCorredores, esta iniciativa representa uma mudança de paradigma no desenvolvimento agrícola de Angola, ao promover uma abordagem integrada que articula produção, infraestruturas, logística, financiamento e acesso aos mercados. O responsável considera que o reforço do apoio do Banco Mundial constitui um sinal de confiança no potencial do setor agrícola angolano e um incentivo para acelerar a implementação de projetos capazes de aumentar a produção nacional, dinamizar as cadeias de valor e atrair investimento privado para as diferentes regiões do país.
Oportunidade para consolidar um novo modelo agrícola
A reafirmação do apoio do Banco Mundial ao programa AgroCorredores representa um sinal de confiança no potencial da agricultura angolana e reforça a ambição de transformar os corredores económicos em verdadeiros polos de produção, transformação e exportação.
Para o sector agrícola, a iniciativa poderá contribuir para uma maior articulação entre produção, logística e indústria, criando um ambiente mais favorável ao investimento, à competitividade e à valorização dos produtos agrícolas nacionais, consolidando a agricultura como um dos pilares da diversificação da economia angolana.
09 de Julho de 2026