No âmbito do processo de interacção diplomática com os países da região do Pacífico, o embaixador de Angola na Austrália e Nova Zelândia, António Luvualude Carvalho, promoveu esta semana, junto das autoridades locais e do Corpo Diplomático acreditado em Wellington, a candidatura da embaixadora angolana Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de Directora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O chefe da missão diplomática manteve encontros de trabalho em separado no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Nova Zelândia, nomeadamente com a Direcção-Geral do Protocolo do Estado, com a Direcção para África e Médio Oriente, e com a Direcção dos Assuntos Multilaterais e Organização das Nações Unidas. Como parte da agenda de trabalho, reuniu-se ainda com o decano do Corpo Diplomático acreditado na Nova Zelândia.
Nestes encontros, o embaixador António Luvualu de Carvalho defendeu o voto a favor da candidatura de Angola à Direcção-Geral da FAO, argumentando que Josefa Leonel Correia Sacko — actual embaixadora extraordinária e plenipotenciária da República de Angola na República Italiana, e também representante permanente de Angola junto das agências das Nações Unidas em Roma, nomeadamente FAO, FIDA e PAM — possui o perfil indicado para dirigir a organização, fruto da vasta experiência que acumula a nível nacional, no continente africano e a nível internacional em matéria de agricultura e de políticas públicas ligadas ao desenvolvimento sustentável.
Ao apresentar o perfil da candidata angolana, o embaixador destacou que Josefa Sacko ocupou, entre 2017 e 2025, o cargo de comissária da União Africana para a Agricultura, o Desenvolvimento Rural, a Economia Azul e o Ambiente Sustentável. Sublinhou também que a diplomata foi, durante 13 anos, secretária-geral da Organização Inter-Africana do Café (IACO), somando a isso experiência de trabalho multilateral com a Organização Mundial do Comércio (OMC), com a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), com várias organizações de integração regional africanas, com o Banco Africano de Desenvolvimento e com outros actoresinternacionais.
António Luvualu de Carvalho recordou ainda que, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, Josefa Sacko foi distinguida em 2019 pelo grupo Avance Média como uma das 100 mulheres mais influentes de África, tendo recebido nesse mesmo ano o Prémio de Reconhecimento do Fórum CransMontana. No ano seguinte, foi nomeada membro do Comité de Honra do mesmo fórum.
A apresentação do perfil da candidata de Angola à Direcção-Geral da FAO terminou com uma citação do ministro das Relações Exteriores da República de Angola, embaixador Téte António, proferida no actodo lançamento oficial da candidatura: “Angola considera essencial que a FAO seja liderada por uma figura com visão estratégica e capacidade de promover respostas eficazes e inclusivas, alinhadas com as necessidades dos Estados-membros”, reconhecendo ainda “a necessidade de reforçar a presença de mulheres em posições de liderança nas organizações multilaterais”.
Fonte: 09 de Julho de 2026 - Jornal Mercado