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Banco Mundial reforça papel do Corredor do Lobito na transformação da agricultura angolana

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O Banco Mundial apresentou, esta terça-feira, em Luanda, o Relatório Económico de Angola 2026, subordinado ao tema "De Trânsito à Transformação: O Corredor do Lobito como Motor da Diversificação Económica e Integração Regional" , defendendo que esta infraestrutura deverá assumir um papel central na transformação estrutural da economia angolana.
O evento reuniu representantes do Governo, do Banco Mundial, da Agência de Facilitação de Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito (LCTTFA), especialistas e líderes do sector privado para debater o potencial do corredor na criação de emprego, atracção de investimento e desenvolvimento de cadeias de valor.


O Banco Mundial considera o Corredor do Lobito uma infraestrutura estratégica para impulsionar o crescimento económico inclusivo e inverter o aumento da pobreza em Angola, destacando o seu potencial para transformar o sector agrícola, dinamizar as cadeias de valor e promover o desenvolvimento das regiões do interior.
No relatório agora divulgado, a instituição alerta que o crescimento económico, por si só, não será suficiente para reduzir a pobreza, defendendo a necessidade de investimentos estruturantes que aproximem as zonas de produção dos mercados, reduzam os custos logísticos e estimulem o investimento privado. Neste contexto, o Corredor do Lobito surge como um elemento central para criar novas oportunidades económicas nas províncias atravessadas pela linha férrea e nas áreas de maior vocação agrícola.

Entre os convidados destacou-se Chris Masters, CEO da Fazenda Mungo e co-fundador do Cluster do Abacate das Terras Altas de Angola, que integrou o painel de discussão "Corredor do Lobito e Desenvolvimento: Da Infraestrutura ao Crescimento, Diversificação e Emprego".
Durante o painel, Chris Masters foi responsável por apresentar a perspectiva do sector privado e do agronegócio, abordando as oportunidades que o Corredor do Lobito oferece para o desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas, o aumento da competitividade das exportações e a atracção de investimento para projectos agroindustriais.
A sua participação reforçou a visão de que o Corredor do Lobito deve ser encarado como um verdadeiro corredor de desenvolvimento agrícola , capaz de impulsionar clusters produtivos, como o do abacate, promover a transformação local, reduzir custos logísticos e facilitar o acesso dos produtos angolanos aos mercados regionais e internacionais.


A presença de Chris Masters neste painel de alto nível evidencia também o crescente reconhecimento internacional do Cluster do Abacate das Terras Altas de Angola como um caso de referência na organização do sector privado e no aproveitamento do potencial agrícola do Corredor do Lobito, colocando o agronegócio no centro das discussões sobre o futuro económico de Angola.
O relatório do Banco Mundial converge com a estratégia do Executivo angolano para o desenvolvimento dos Agrocorredores , promovendo a instalação de unidades de transformação, plataformas logísticas, centros de armazenamento e cadeias de frio que permitam reduzir perdas pós-colheita e aumentar o valor acrescentado da produção nacional, reconhecendo que a melhoria da logística, da conectividade e do ambiente de negócios será determinante para aumentar a produtividade agrícola, gerar emprego e acelerar a diversificação da economia.
O relatório sublinha ainda que a melhoria das ligações entre produtores, mercados e portos poderá aumentar a competitividade dos produtos agrícolas angolanos, facilitar o acesso aos mercados regionais e internacionais e estimular culturas de elevado valor comercial, criando emprego e rendimento nas zonas rurais.


Este relatório representa mais uma confirmação de que o futuro da agricultura angolana dependerá do aumento da produção e da capacidade de integrar logística, infraestruturas, investimento, transformação industrial e acesso aos mercados. O Corredor do Lobito afirma-se, assim, como uma oportunidade única para posicionar Angola como uma potência agroalimentar na África Austral.

23 de Julho de 2026 

 

Agroportal