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Huíla pretende ultrapassar 300 mil toneladas de carne

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De acordo com as autoridades locais, esta aposta da Huíla é alimentada pelo efectivo bovino estimado em 1,3 milhão de cabeças, segundo o mais recente censo.
 
O director provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Pedro Conde Muanda, disse que decorre um programa de melhoramento genético e de reforço da produção de forragem, com vista ao aumento da produção de carne.
 
O responsável explicou, em declarações ao Jornal de Angola, que o último censo agro-pecuário aponta para um efectivo de aproximadamente 1 milhão e 300 mil cabeças de gado bovino na província. Desse efectivo resulta, de forma controlada, uma produção anual situada entre 200 e 300 mil toneladas de carne.
 
“A produção de carne é um grande desafio, porque grande parte dos nossos animais é comercializada viva para fora da província. Por essa razão, esse volume não é contabilizado na nossa produção de carne. A intenção do Ministério, da Cooperativa dos Criadores de Gado da Huíla e do Governo é fazer com que o animal deixe a província já transformado em produto final”, afirmou.
 
Segundo Pedro Conde Muanda, o objectivo é agregar valor à produção pecuária, permitindo que o boi seja comercializado sob a forma de carne e não como animal vivo. "Estamos a trabalhar nesse sentido. Actualmente, registamos, todos os anos, uma produção interna situada entre 200 e 300 mil toneladas de carne", esclareceu.
 
O director provincial referiu que o principal desafio consiste em melhorar a qualidade genética do efectivo bovino, de forma a elevar a produção anual para um intervalo entre 400 e 500 mil toneladas.
“O nosso gado leva, em média, entre quatro e cinco anos para atingir o peso ideal de abate. Do ponto de vista económico, esse período é muito longo. Com a introdução de raças melhoradas e de programas de melhoramento genético, poderemos reduzir o tempo de engorda e colocar no mercado carne de melhor qualidade”, explicou.
 
Ao fazer o balanço da participação da Huíla na 41.ª Edição da FILDA 2026, Pedro Conde Muanda destacou que o melhoramento genético constitui uma das prioridades do sector, através da introdução de embriões, da inseminação artificial e da aquisição de reprodutores melhorados.
 
“Estamos, igualmente, a trabalhar para conseguirmos machos geneticamente melhorados, que serão colocados nas comunidades, permitindo melhorar, de forma gradual, a qualidade do nosso efectivo bovino”, afirmou.
 
Relativamente ao número de cabeças de gado existentes na província, Pedro Conde Muanda esclareceu que os dados actualmente utilizados resultam do último censo agropecuário e que serão actualizados com a campanha de vacinação em curso.
 
“A Huíla continua entre as províncias com maior efectivo bovino do país. Durante muito tempo falou-se em cerca de um milhão de cabeças de gado, mas esse número já está ultrapassado”, disse.
 
O responsável informou que a campanha de vacinação decorreu de Maio a Julho, seguindo-se a divulgação do número actualizado de cabeças xistentes na província face a expectativa de alcançar 1,2 milhão de bovinos.
 
Fonte: Jornal de Angola - 01 de Agosto- 2026

 

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