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Unidade Agro-industrial de Camanongue vai processar 20 mil toneladas de arroz/ano

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A unidade Agro-Industrial de Camanongue, instalada na província do Moxico, vai ter capacidade para processar 20 mil toneladas de arroz por ano, e criar 150 empregos.

Segundo o director Executivo da Food Life, Osvaldo João, a empresa Food Life vai investir três milhões de dólares na construção de uma fábrica de processamento de arroz, no município de Camanongue.
 
A unidade vai reforçar a industrialização, a segurança alimentar e a economia do Leste de Angola.
 
O projecto, que será concluído em sete meses, prevê a criação de 60 postos de trabalho directos e mais de 90 indirectos, além de beneficiar cinco mil agricultores familiares ao longo dos próximos três anos, através de um Memorando de Entendimento assinado com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).
 
A nova unidade fabril representa o primeiro passo para a industrialização da província do Moxico-Leste e tem como principal objectivo agregar valor à cadeia de produção de arroz na região, promovendo a integração entre a agricultura familiar e a Indústria Agro-Alimentar.
 
Actualmente, a Food Life desenvolve actividades agrícolas em três fazendas localizadas nas províncias de Malanje, Moxico e Cuando.
 
No Moxico, a empresa implementa um programa de fomento da produção de arroz que envolve cerca de 130 cooperativas agrícolas.
 
Conforme Osvaldo João, o projecto prevê ainda uma segunda fase de expansão, que contempla a instalação de um complexo de silos e de unidades de processamento de feijão, milho, ração animal, bem como de uma extrusora para processamento de soja e girassol.
Memorando de entendimento
 
Para assegurar o abastecimento da futura unidade industrial, a empresa assinou um Memorando de Entendimento com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), estabelecendo um mecanismo de cooperação para a compra e recolha da produção de arroz proveniente de agricultores familiares enquadrados nos programas públicos de apoio ao sector.
 
Na primeira fase, o acordo irá beneficiar dois mil agricultores familiares, número que deverá aumentar para cinco mil produtores até ao terceiro ano de implementação do projecto, com a inclusão de mais três mil agricultores na segunda fase.
 
Além de garantir o fornecimento regular de matéria-prima para a fábrica, o memorando cria um mercado estável para a produção dos camponeses, oferecendo maior previsibilidade na comercialização das colheitas e incentivando o aumento das áreas cultivadas e da produtividade agrícola.
 
Segundo o director Executivo da Food Life, o projecto foi concebido para estabelecer uma relação sustentável entre a indústria e os produtores familiares.
 
“A nossa visão é construir uma cadeia de valor sustentável, em que o agricultor familiar tenha a garantia de que o seu produto será comprado num mercado organizado”, aponta.
 
Com o memorando assinado com o Instituto de Desenvolvimento Agrário, “estamos a criar as condições para que milhares de produtores aumentem a sua produção com confiança, melhorem os seus rendimentos e participem activamente no desenvolvimento económico do país”.

Fonte: 05 de Agosto - Economia e Finanças

 

Agroportal