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Angola reforça parceria com a China para abrir novas oportunidades às MPME

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INAPEM e AIPEX participam em seminário internacional dedicado ao fortalecimento das PME dos países de língua portuguesa
A aproximação entre Angola e a China ganha uma nova dimensão no apoio ao desenvolvimento empresarial, com o reforço da cooperação institucional destinada às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).
Uma delegação conjunta do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) participou, entre 12 e 26 de agosto, no Seminário para o Fortalecimento das Capacidades das PME dos Países de Língua Portuguesa, realizado nas cidades chinesas de Fuzhou e Pequim. 


A iniciativa permitiu aprofundar o conhecimento sobre o modelo chinês de apoio às PME e promover a troca de experiências com instituições e representantes de outros países de língua portuguesa. Para Angola, a participação assume particular relevância num momento em que o país procura reforçar a capacidade das suas empresas para crescer, investir, inovar e conquistar novos mercados.
A delegação angolana integrou Bráulio Augusto, Presidente do Conselho de Administração do INAPEM; Keve Guimarães, Director de Qualidade, Auditoria e Compliance da AIPEX; Yona da Rocha Santos, Directora do Capital Humano da AIPEX; Herlander Napoleão, Director de Comunicação e Marketing da AIPEX; e Mityano Francisco, Chefe do Departamento de Apoio ao Conselho de Administração do INAPEM. 

Da capacitação ao acesso a novas oportunidades
Mais do que uma acção de formação, o seminário colocou em cima da mesa mecanismos que podem ter impacto directo no ecossistema empresarial angolano, nomeadamente através da transferência de conhecimento, da cooperação institucional e da criação de pontes entre empresas e instituições dos países participantes.


Durante a missão, a experiência chinesa foi analisada como referência para identificar soluções que possam ser adaptadas à realidade angolana, particularmente no domínio do apoio às MPME. Bráulio Augusto destacou precisamente a importância de conhecer boas práticas internacionais e avaliar de que forma podem contribuir para melhorar o serviço prestado às empresas angolanas. 
Um dos momentos de destaque foi a apresentação da Competição Internacional de Inovação em Ciência e Tecnologia para os Países de Língua Portuguesa e Espanhola, que prevê um fundo global de prémios de 200 milhões de yuans para 100 projectos finalistas. O INAPEM foi convidado a mobilizar o empresariado nacional para participar nesta iniciativa. 


China pode ser mais do que um parceiro comercial


A cooperação discutida durante a missão aponta para uma relação que pode ultrapassar a tradicional dimensão comercial entre Angola e China.
Entre os temas abordados esteve a possibilidade de reforçar a cooperação entre o INAPEM e instituições chinesas congéneres, promovendo intercâmbio institucional, partilha de experiências e capacitação.
Foi igualmente analisado o papel do INAPEM na formalização da actividade económica e a possibilidade de as MPME angolanas ocuparem e dinamizarem espaços associados a infra-estruturas desenvolvidas por grandes grupos chineses em Angola, particularmente estruturas de apoio ao comércio. 


Este ponto poderá assumir especial importância para empresas nacionais que procuram passar de uma actividade de pequena escala para modelos mais estruturados de produção, comercialização e distribuição.
Um novo espaço para as empresas angolanas
A missão do INAPEM e da AIPEX acontece num contexto em que Angola procura aumentar a participação das empresas nacionais na economia e criar condições para uma maior internacionalização das MPME.
A experiência chinesa poderá contribuir para esse objectivo através de três vectores fundamentais: capacitação, inovação e acesso a oportunidades de mercado.


Para o tecido empresarial angolano, a questão central será agora transformar a cooperação institucional em oportunidades concretas para as empresas: formação, inovação tecnológica, acesso a financiamento, internacionalização, estabelecimento de parcerias e entrada em novos mercados.
A participação no seminário realizado na China poderá, assim, representar mais um passo na construção de uma relação empresarial Angola–China assente não apenas no investimento e no comércio, mas também na transferência de conhecimento e no desenvolvimento da capacidade competitiva das empresas angolanas.

27 de Agosto 2026

Agroportal