Fazenda Mawete aumenta colheitas de milho e soja

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Uíge - A fazenda Mawete, localizada nos arredores da cidade do Uíge, colheu, em 2021, 100 toneladas de milho, um aumento de 30 toneladas em relação a 2020, soube a ANGOP no local.

 

Instalada numa área de mais de 200 hectares, o empreendimento agro-pecuário registou igualmente um ligeiro aumento na colheita de soja, que passou de nove para 12 toneladas.

Em entrevista a esse órgão de Comunicação Social, esta terça-feira, a directora da fazenda, Florência Mawete Filho, disse que a intenção, para este ano, é ultrapassar a colheita anterior, apesar das dificuldades de meios e máquinas.

A actual aposta deste empreendimento agro-pecuário consiste na plantação de safueiro, sendo que a iniciativa já conta com um total de mil e 100 plantas. Destas, 400 já produzem e outras 700 passarão a produzir nos próximos quatro anos.  Plantou-se também 700  abacateiros.

Em relação à horticultura, a fazenda dedica-se à produção de repolho, couve, tomate, cebola, pimento, berinjela, cenoura, entre outras plantações.

Para além da produção na sede da província do Uíge, o projecto que se estende à aldeia de Quibocolo, no município de Maquela do Zombo, conta com 70 tanques, onde são produzidos anualmente mais de mil toneladas de cacusso, enquanto na localidade de Quitexe  cultiva-se café, numa área de 1.500 hectares.

Na capital da província, o projecto ocupa-se também no desenvolvimento da suinocultura, que já conta com mais de 100 porcos, criação e tratamento de cabrito, ovelhas, galinhas e patos.

Apesar dessas colheitas,  Florência Mawete Filho disse que a intenção é produzir em grande escala, mas a maior  dificuldade consiste na aquisição de tractores e de peças para pôr em funcionamento as outras quatro máquinas, paralisadas já  há algum tempo.

"Temos apenas um tractor em funcionamento, dos cinco existentes na fazenda Mawete, situação que dificulta proproduzir milho, soja e outras culturas em grande escala torna-se mais difícil de ser alcançado", lamentou.

Associado a essa dificuldade, disse que a ração animal constitui outro problema, daí a aposta em moer milho e soja para alimentação animal.

Referiu tratar-se de um projecto ambicioso e interessante, bastando apenas o financiamento/parceria para impulsionar a produção, uma aposta, segunda ela,  que poderá permitir  uma produção em grande escala, assim como ultrapassar os actuais 300 postos de trabalho.

Desde 2007, altura da instalação do projecto, a iniciativa congrega os serviços de hospedaria, restauração, piscina, parque infantil, entre outras instalações de lazer.

A fazenda, além de ser atravessada pelos rios Mbaçassa e Loé, que a proporcionam abundância de recursos hídricos, possui solos ricos favoráveis para o desenvolvimento da agro-pecuária.

O projecto tem igualmente condições favoráveis para o desenvolvimento da actividade turística  e hoteleira.

Fonte: Angop (31.01.2022)