A realização de 21 Feiras da Produção Nacional pelas 18 províncias do país, no período de Janeiro a Junho, resultou num movimento de 371,1 milhões de kwanzas, segundo avançou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Economia.
Mário Caetano João, que presidiu o habitual briefing semanal do Ministério da Economia e Planeamento com jornalistas, no balanço às actividades decorridas de 21 a 25, realçou a província de Luanda como líder nas transacções registadas nas feiras, contribuindo com 144 milhões de kwanzas, seguida do Bié (84 milhões) e Benguela (61 milhões).
Em termos de números, as províncias de Luanda, Bengo e Benguela realizaram cada uma quatro eventos, enquanto Cabinda, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huíla, Lunda-Sul, Malanje e Moxico efectuaram apenas uma feira cada.
Mário Caetano João sublinhou que, quanto ao processo de Contratos de Compras Futuras, no mesmo período, os eventos permitiram a assinatura de 37 contratos, dos quais 13 na província de Luanda, Bié com 11, Benguela com oito contratos, Bengo três e Malanje com apenas dois.
Já em relação à adesão dos produtores e feirantes, o secretário de Estado para a Economia considera o resultado positivo, por participarem no evento 538 produtores e 937 feirantes, os quais tiveram a oportunidade de expor as respectivas mercadorias e bens produzidos.
"A província do Bengo obteve maior número de participação de produtores com cerca 200, seguida de Luanda com 123 e Lunda-Sul com 63”, realçou, tendo acrescentado que o sector perspectiva, para o segundo semestre, novas 154 feiras e a província mais interessada em executar os eventos para minimizar os efeitos adversos da pandemia na sua economia é Malanje, com a previsão de 21 feiras, seguida da Huíla com 18, Luanda e Uíge ambas com 17 feiras.
"Com o apoio dos Governos locais, procuraremos fazer com que haja, nas Feiras de Produção Nacional, promoção de Contratos de Compra Futura, transacções e a formalização daqueles produtores que expõem os produtos”, reforçou.
Novos projectos
Os instrumentos e produtos financeiros ao dispor do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) permitiram, no período de 21 a 25, a aprovação de mais três novos projecto, todos enquadrados nos sectores da Indústria Transformadora, e direccionados ao Banco Sol.
No cômputo geral, desde 2019,os instrumentos e produtos financeiros ao dispor do PRODESI viabilizaram a aprovação de 795 projectos, que ascendem a um valor aproximado de 659,9 mil milhões de kwanzas.
Constituem 659,9 mil milhões, o Aviso 10/20 com 499, 9 mil milhões de kwanzas, 243 projectos aprovados, mais três projectos aprovados, dos quais 40 em 2021 avaliados em 185,2 mil milhões. A Linha de Crédito do Deutsche Bank avaliado em 82 mil milhões de kwanzas, três projectos aprovados em 2020, e nenhum este ano.
Bem como, por Medidas de Alívio Económico avaliados em 41,4 mil milhões de kwanzas, 523 projectos aprovados dos quais 92 este ano, avaliados em 2,8 mil milhões de kwanzas. Por meio do PAC com 36,3 mil milhões de kwanzas, 21 projectos aprovados em 2020, e dois aprovados este ano a um valor de 1,5 mil milhões de kwanzas.
Os restantes montantes, estão relacionados a outros instrumentos e produtos financeiros da banca comercial com 574 milhões de kwanzas, três projectos aprovados em 2020, e nenhum novo projecto registado este ano.
Sobre os projectos em negociação na banca, o secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, adiantou que são cerca de 105 programas, mais 25 do que na semana anterior.
"Estes esboços estão ligados aos instrumentos financeiros do Aviso 10/20 do Banco Nacional de Angola (BNA), com 72, Programa de Apoio ao Crédito ( PAC), COM 32 programas e bens de origem nacional (OCD) com apenas um projecto”, realçou o governante.
Agricultura lidera projectos financiados
O sector da Agricultura contempla , desde 2020, o maior número de projectos aprovados, com um registou 362 planos, seguido do sector Comércio e distribuição com 226, Indústria Transformadora com 121, Pecuária com 32, Aquicultura com 24, Pesca marítima com 25 e Pesca continental com apenas cinco projectos aprovados.
Quanto à distribuição por província, Luanda continua a representar a lista com 173 projectos aprovados, seguido de Benguela com 60, Huambo com 58, Huíla com 56, Cuanza Sul com 43, Bengo 41, Cuando Cubango com 40, Bié com 39, Uíge com 36, Lunda Sul e Malanje , ambas as províncias com 32 projectos aprovados.
Já as províncias do Cunene e Namibe contam com 30 projectos aprovados, Cabinda com 28, Lunda Norte e Cuanza Norte ambas com 25 projectos aprovados, Zaire com 24, e por último a província do Moxico com 23 projectos aprovados, totalizando assim, os 795 projectos aprovados acima citado, desde a operacionalização do PRODESI.
Banca
Os bancos que têm estado a aprovar financiamentos para a melhoria do sector produtivo, continua a ser o Banco de Desenvolvimento Angolano que aprovou, desde a operacionalização do programa PRODESI, um total de 528 projectos, seguido do banco Angolano de Investimento (BAI) com 38 projectos, BIC com 38 projectos , Banco de Negócio Internacional (BNI) com 26 projectos aprovados, Banco Keve com 22 projectos aprovados, Banco de Fomento Angolano (BFA) com 20 , Banco YETU com 15, Banco Caixa Angola (BCGA) com 12 projectos.
Fazem ainda parte do grupo dos financiadores o Banco Millennium Atlântico (BMA) com 10 , os Bancos BAI Micro Finanças (BMF) Standard Bank (SBK) , Banco Valor (BVB) e Banco Económico (BE) , ambos com nove projectos aprovados, os Banco Crédito do Sul (BCS) e Banco de Comércio e Indústria (BCI) cada um com outros projectos , bancos VTB com sete projectos.
E por último , o Finibanco (FNB) e Banco Sol ambos com seis projectos aprovados, Banco BPC com quatro, Banco de Investimento Rural (BIR) , Banco Prestígio (BPG) e Banco Comercial do Huambo (BCH) também cada uma com três projectos, bem como, os Bancos da China e Standard Chartered Bank (SCBA) ambos com apenas um projecto aprovado.
Fonte: Jornal de Angola


