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Comissária da UA quer maior inclusão financeira da mulher

Luanda - A Comissária da União Africana (UA), Josefa Correia Sacko, defendeu, esta quinta-feira, em Roma (Itália), a necessidade de uma maior política de inclusão financeira e económica, com vista a facilitar um maior acesso das mulheres à terra e ao crédito agrícola.

 

Josefa Sacko que falava num evento de mulheres, organizado pela  Embaixada de Angola em Roma, no âmbito do  31 do Julho, Dia da Mulher Africana, disse que  nesta década as políticas macro-económicas e a formulação de políticas nos Estados-Membros podem fazer a ligação com a igualdade de género.

A comissária considera que as múltiplas barreiras que impedem as mulheres de aproveitar as oportunidades económicas devem ser removidas para garantir um melhor acesso para elas que  se beneficiem  dos mercados locais e de exportação.

Notou ainda que durante séculos, o papel das mulheres africanas se concentrou principalmente em seu papel como mães, esposas e donas de casa e não em sua contribuição económica desde o lar até o nível mais amplo da comunidade.

No seu entender,  as conquistas da Organização Pan-Africana das Mulheres, que se traduzem na maior independência económica das mulheres, constitui um ganho.

Contudo, assegurou que  os serviços financeiros voltados para as mulheres devem estar vinculados a uma estrutura política mais ampla para garantir o acesso equitativo para as mulheres e, assim, contribuir para o desenvolvimento e a expansão dos mercados e cadeias de valor na agricultura.

“Hoje, as mulheres estão integradas em todos os campos profissionais e a sua capacitação é uma das enormes tarefas para a implementação da Agenda 2063.", disse a diplomata.

Para isso, defendeu ser necessário que todos apoiem as mulheres e as apreciem como iguais em todas as circunstâncias, tanto no ambiente doméstico como nos locais de trabalho , especialmente neste estágio em que todos precisamos superar os efeitos devastadores da Covid-19.

 A nova década com foco na '' Inclusão Financeira das Mulheres, Desafios e Oportunidades '' adoptada pelos Chefes de Estado e de Governo africanos em Fevereiro de 2020, diz que também coincide com o tema da União Africana para 2021 '' Cultura e Património Artístico: alavancas para construir a África  que nós queremos '', o que também contribui para a igualdade de mulheres e homens e o empoderamento dessas mulheres no continente.

Lembrou que o papel da Comissão da União Africana é levar em consideração as decisões dos Chefes de Estado e de Governo para transformá-las em políticas e estratégias para facilitar a sua implementação.

A este respeito,  destacou a estratégia africana sobre igualdade de género e empoderamento das mulheres, que para si, representa uma oportunidade e responsabilidade para alcançar os objectivos e metas  da Agenda 2063, que centraliza uma abordagem no principal constrangimento da igualdade de género.

A  União Africana pretende  melhorar significativamente o acesso das mulheres aos sectores financeiros e económicos, para aumentar as oportunidades para as mulheres e especialmente as mulheres empresárias, que vai permitir a maior  inclusão na sociedade, em termos de desafios e oportunidades.

Fonte: Angop

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