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Ebo quer investidores para cultura da maçã

As autoridades administrativas do município do Ebo, na província do Cuanza-Sul, pedem aos investidores nacionais e estrangeiros a investirem na região como ponto de partida para o relançamento, em grande escala, da produção da maçã.

 

O administrador municipal do Ebo, António Wenga Franco, adiantou  que o município possui extensas áreas favoráveis para a cultura da maçã, que pode oferecer as oportunidades de exportação e atrair divisas para o país, tendo em conta a qualidade da espécie da maçã produzida na região.

"O nosso município possui terras férteis e propícias para a produção da maçã com uma qualidade própria, e só faltam investimentos, que podem ser feitos pelo sector privado", frisou, tendo reiterado o apoio institucional da administração aos investidores que escolherem a região para implantarem projectos económicos.

António Wenga Franco, considerou que enquanto não surgem investidores, a única saída vai ser a constituição de associações e cooperativas, como ponto de partida para a atracção de créditos junto da banca comercial.

"A única via, por enquanto, temos de constituir associações e cooperativas  e remeter junto á banca comercial dos projectos de relançamento da produção da maçã", disse Produção tímida. O director municipal da agricultura do município do Ebo, Floriano Matias, adiantou a nossa reportagem que a produção da maçã é tímida porque é praticada apenas por produtores individuais, e advogou a implantação de fazendas pelo empresariado nacional ou estrangeiro. "Temos a região da Chôa com um potencial enorme para a produção da maçã de qualidade, faltando apenas o melhoramento dos acessos", garantiu.

Floriano Matias, sublinhou que actualmente a produção da maçã é feita num espaço global de seis hectares por falta de incentivos financeiros, mas também de uma aposta séria pelos empresários, que podem tirar proveito dos solos férteis e clima propícios a produção em grande escala. Outra preocupação do director municipal da agricultura tem a ver com as dificuldades que os produtores encontram na evacuação do produto nos mercados de maior consumo, como Luanda e outros, que poderia ser a forma de se fazer o marketing e atrair investidores.

"O estado de degradação das vias também tem constituído estrangulamento para os produtores levarem a maçã das áreas de produção para os mercados solidários, o que desmotiva os produtores", frisou.
 
Fonte: Jornal de Angola (08.09.2021)
 

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