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Projecto de fomento de fruteiras arrancou no Bengo

Caxito - Um projecto de fomento de fruteiras, que visa diversificar as culturas das famílias, está a ser implementado nos municípios dos Dembos, Bula Atumba e Nambuangongo, província do Bengo.

 

O  projecto, que iniciou no final de 2021 para aproveitar as precipitações, está a ser executado pelas cooperativas e associações de camponeses, com o objectivo de aumentar o rendimento das famílias.

A iniciativa prevê abranger toda a província do Bengo e conta com a participação do Ministério da Agricultura, informou à Angop o  director provincial da Agricultura e Pescas no Bengo, Faustino Ngonga.

“As áreas de implementação do projecto foram visitadas por técnicos do  sector e iniciamos este ano com a distribuição das fruteiras”, disse.

Neste momento o Gabinete Provincial da Agricultura e Pescas tem as sementes de citrino (limoeiro e laranjeira), abacateiro e de mangueira. Os três municípios já beneficiaram de alguns lotes destas sementes.

Para além desta iniciativa, a província vai também desenvolver, este ano,  nos municípios do Dande, Dembos Nambuangongo e Pango Aluquém, o projecto de reforço de resiliência dos agricultores, cujas condições técnicas e materiais estão a ser preparadas para o seu arranque.

Fora destes projectos estão os municípios do Ambriz e Bula Atumba que, provavelmente, irão beneficiar do projecto Mosap 3, adiantou.

Em 2021, o sector agrícola na província do Bengo registou um ligeiro crescimento, a julgar pelos resultados obtidos em algumas culturas.

Apesar da estiagem registada na primeira época agrícola que afectou a produção de cereais e leguminosas, a produção total cifrou-se em um milhão e 72 mil toneladas, contra um milhão e 32 mil toneladas anteriores.

A produção anual de ovos passou de 171 milhões em 2020, para 197 milhões em 2021.

Já a produção de sal também registou um ligeiro aumento, saindo das habituais 3.500 toneladas para seis mil toneladas.

O sector da pesca artesanal marítima e continental produziu 456.7 toneladas de pescado, contra 225 toneladas de 2020. Na região estão controladas 707 embarcações.

Para um melhor controlo e gestão dos recursos biológicos, em 2021 deixou de existir na província os segmentos da pesca industrial e semi-industrial.

Quanto a aquicultura, foi revitalizado o projecto da região do Úlua. Nesta localidade foram repovoadas 15 gaiolas flutuantes com mil alevinos cada uma.

Em 2021 foram produzidas 13.9 toneladas de tilápia (cacusso), contra 8 toneladas anteriores, fruto dos seis projectos privados existentes na província.

O sector madereiro licenciou 34 mil e 350 metros cúbicos de madeira e foram transportados apenas 5 mil e 429 metros cúbicos, devido a distribuição tardia das licenças.

Ainda no ano que terminou o sector exportou dois mil e 321 metros cúbicos  de madeira em bloco para países como a Rússia, Marrocos, Portugal, Espanha, China, EUA e Vietname.

Em 2021 foi concluída a obra do Centro de Apoio a Pesca Artesanal do Yembe, no Ambriz, com uma capacidade instalada de produzir duas toneladas de gelo, congelar 15 toneladas e conservar 10 toneladas de pescado.

No que toca a organização comunitária, o número de cooperativas passou de 108 para 187, enquanto as associações de camponeses cifraram-se em 156,  contra 155 anteriores.

Fonte: Angop (11.01.2022)

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