Luanda - Angola produziu, nos últimos quatro anos, cerca de 84 mil metros cúbicos de calcário que serviram de fertilizante dos solos, com vista a fomentar a actividade agrícola pelas 18 províncias país.
Já o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (Mirempet), no quadro do programa de Desenvolvimento e Modernização das Actividades Geológicas-minerais, desde 2018 produziu, em média anual, 21 mil metros cúbicos de calcário, utilizado como matéria prima na fertilização dos solos agrícolas.
Neste período, o país aumentou a exploração e produção de pedras e metais preciosos, como o ouro, e regista o nascer da indústria transformadora de derivados de rochas ornamentais, como o granito e o mármore, nas províncias da Huíla, Namibe, Cuando Cubango, Bengo, dentre outras.
De acordo com o Mirempet, no primeiro trimestre do corrente ano, foram investidos mais de 57 mil milhões de kwanzas no programa de Desenvolvimento e Modernização das Actividades Geológico- Mineiras, para a exploração dos recursos de maneira sustentável, num conjunto de fileiras que desembocam na exploração de diamantes, ouro, ferro,materiais e produtos de origem mineira para a construção civil, agricultura e para a indústria.
Ainda no sector geológico mineiro, no período em referência, o país aumentou a produção de areia siliciosa em 14 mil metros cúbicos, matéria-prima fundamental para o fabrico de vidros.
Esse aumento da produção da areia silício é resultado da entrada no mercado nacional de novas fábricas do domínio das loiças, sanitários, do processamento de vidro, como a retomada das fábricas Vidrul e do ramo das bebidas.
Neste seguimento, a argila é outro mineral em grande exploração no país, onde a meta da produção desta matéria-prima, segundo o Mirempet, é de mais de 162 metros cúbicos, do que em 2021, que a produção da argila atingiu 354 mil metros cúbicos.
Com esse aumento da produção de argila, as fábricas de materiais de construção e as indústrias de cerâmica cresceram em número e em diversificação de produtos, que vão desde as telhas aos tijolos, passando por produtos de cozinha.
Nesta perspectiva, há um melhor desempenho do indicador, que resulta também da maior procura do produto pela indústria cimenteira, bem como pelo fomento de novos operadores, acompanhamento permanente das actividades e fiscalização da produção.
Estas acções e reformas do Executivo, liderado pelo Presidente João Lourenço, que se regista no sector dos recursos naturais estão a beneficiar, com destaque para os sectores mineiro e petrolífero, demonstrando que o país está a avançar com a aposta na valorização dos quadros e dos seus profissionais angolanos.
Já no sector petrolífero, entre 2018 a 2021, Angola registou melhorias na distribuição de combustíveis e lubrificantes em todo o território, através do aumento da capacidade de armazenagem.
Em termos cumulativos, neste período, a capacidade de armazenamento de combustíveis e lubrificantes em terra situa-se em 675 mil e 968 mil metros cúbicos, o que corresponde a um grau de 111,63 por cento.
A este facto, junta-se o aumentado para 981 postos de abastecimento operacionais em todo o país, entre 2018 a 2021.
Angola beneficiou de investimentos e, neste momento, aumentou os níveis de produção de derivados de petróleo bruto, entre 2018-2021, produzindo, em média, 2 milhões e 13 mil toneladas, correspondendo a um grau de execução de 68,13% da meta estabelecida para o quinquénio 2018-2022.
A produção nacional média diária de petróleo bruto atingiu os 1 milhãoe 237 mil barris de petróleo/dia.
Sobre a média do gás natural liquefeito, em termos acumulados, neste período em análise, foram produzidas 105 milhões e 859 mil barris/dia de gás natural liquefeito, correspondendo a um grau de execução de 143, 44% da meta estabelecida para este quinquénio.
No âmbito do programa de desenvolvimento e consolidação da fileira do petróleo e gás, novas refinarias estão em construção, casos como do Lobito, em Benguela, Cabinda e Soyo (província do Zaire).
Fonte: Angop(20.07.2022)


