A 2ª edição da Expo Feito em Angola (EFA-2023) resultou num volume de negócios de 1,2 mil milhões de kwanzas, contra os 700 milhões de kwanzas transaccionados na primeira edição.
Essa informação foi divulgada ontem pelo presidente do Conselho de Administração do INAPEM (Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas), João Nkosi, durante a apresentação do balanço do evento realizado de 15 a 18 deste mês na Zona Especial Económica.
Segundo ele, o volume de negócios arrecadado "permitirá que as empresas participantes aumentem as suas produções, se auto financiem e tenham acesso a financiamentos bancários no âmbito dos Estímulos à Economia".
Na sequência, João Nkosi também pronunciou-se sobre os sectores de actividade presentes no evento, destacando a liderança da indústria transformadora, seguida do comércio e distribuição, alimentação e bebidas, comunicação, saúde, agro negócio, bancos e seguros.
O presidente do INAPEM ressaltou igualmente a participação da área da economia extractiva, com a presença de 20 operadores e 29 mulheres empreendedoras que "evidenciaram o seu potencial, principalmente no agro processamento”.
"Esses resultados mostram que o país possui produção interna e que muitas empresas produtoras estão a aderir ao Serviço Feito em Angola, a fim de registar os seus produtos e investir no processo de exportação", enfatizou João Nkosi, que se comprometeu a trabalhar arduamente para que esses números "se multipliquem cada vez mais”.
Agricultura é o grande desafio para EFA-2024
O Secretário de Estado para a Economia, Ivan Marques do Santos, afirmou que o grande desafio para a EFA-2024 é trazer para a liderança o sector da agricultura, "uma área prioritária para o Governo, a fim de garantir uma produção interna em larga escala e manter a segurança alimentar”.
No dizer de Ivan dos Santos, essa decisão ocorreu devido à menor representatividade do sector agrícola na presente edição, já que 71% dos participantes do selo Feito em Angola pertenceram ao sector industrial.
"É um indicador que necessita ser repensado devido à baixa representatividade da agricultura, facto que não deveria ocorrer, considerando que o país tem uma política de produção nacional comprovada através do PRODESI, um programa bem-sucedido", destacou Ivan Marques dos Santos, ressaltando que o próximo desafio do INAPEM é incentivar ainda mais os produtores desse sector a registrarem seus produtos e participarem em grande número na próxima edição.
Ivan Marquês dos Santos destacou como mais um grande desafio a adesão aos serviços Feito em Angola. Segundo o Secretário de Estado, "é urgente sensibilizar as empresas para a importância desse processo”, especialmente os expositores da II edição Expo Feito em Angola, onde apenas 60 das 255 empresas possuíam o selo.
"Comparado com as empresas que já aderiram, esse número de expositores é muito baixo. Portanto, será necessário mais empenho para que, na próxima edição, tenhamos uma participação em massa. Estimamos abrigar mais de 300 expositores”, avançou .
Até agora, o INAPEM registou 260 empresas aderentes e emitiu 1030 selos para 1.597 produtos registados no seu banco de dados.
Fonte: Jornal de Angola - 22/11/2023


