Players do sector agropecuário no Huambo reuniram-se, ontem, para discutir formas de melhorar a contribuição do sector na economia local.
A Conferência sobre a Investigação Agrária foi promovida pelo Instituto de Investigação Agronómica (IIA) e decorreu sob o lema “Pesquisa e extensão rural, factores indutores no aumento da produtividade agropecuária”.
Durante o evento, o director do Gabinete Provincial da Agricultura e Florestas, António Camuti, defendeu que promover o desenvolvimento da investigação científica no sector agropecuário, constitui um elemento fundamental para garantir maior produção alimentar, para equilibrar a economia nacional e combater a fome e a pobreza.
O objectivo do encontro é criar disposição mais alargada e abrangente, com todos os actores da cadeia da agricultura, pecuária e florestas, para encontrar factores indutores para melhor produção, para propiciar maiores níveis de produtividade e alcançar melhores resultados.
“A extensão rural assume a máxima importância, como agente intermédio entre as políticas do Governo e a realidade prática dos camponeses. É preciso e possível aumentar a produtividade de forma eficiente, mas tem de ser feito de forma assertiva, aliando a boa gestão agrícola ao manejo adequado dos solos”, disse.
O pesquisador Óscar Morais dedica-se há três anos a estudar formas de melhorar as sementes de massambala e massango, para aumentar o potencial de resiliência à seca registada em regiões como o Centro-Sul, por serem áreas semiáridas.
Óscar Morais revelou que o estudo ocorreu numa altura em que o país tem estado a viver fenómenos ligados às mudanças climáticas, como chuvas irregulares, uma vez que esses produtos são resistentes à estiagem.
“Foi feito um estudo e demonstrações no Huambo, Huíla, Namibe e Cuando Cubango onde produzimos, no ano passado, mais de 21 toneladas e meia de massambala melhorada e as sementes já foram distribuídas aos serviços de extensão”, disse.
Por outro lado, a médica veterinária Deodeth Francisco, que dissertou o tema os “Desafios da avicultura em Angola”, defendeu a necessidade da comunidade apostar na avicultura familiar, por ser uma das medidas para garantir o sustento, através da produção de ovos e melhorar a dieta das pessoas.
Fonte: Jornal de Angola - 14 de Dezembro de 2024
Fonte: Jornal de Angola - 14 de Dezembro de 2024


