O Secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada, destacou, na passada Quinta-feira, em encontro promovido pelo FADA e parceiros, a necessidade de criar condições para os agricultores familiares aumentarem a produtividade e a qualidade dos seus produtos. Durante o evento, foram assinados 13 memorandos com diversas fazendas âncoras, das quais seis beneficiaram de um financiamento superior a 6 mil milhões de kwanzas.
A agricultura familiar representa 91,5% das explorações agrícolas no país, mas enfrenta desafios significativos, como o uso predominante de métodos manuais em 66% das propriedades. Para mudar este cenário, o Governo lançou o Programa de Aceleração da Agricultura Familiar e Reforço da Segurança Alimentar 2023-2026, com um investimento de mais de 85 mil milhões de kwanzas.
O Secretário de Estado deseja que as famílias transitem da produção de subsistência para a produção comercial. Segundo Castro, é fundamental ter acesso aos mercados locais competitivamente e impulsionar a rentabilidade das comunidades. Para ele, a agricultura exerce um papel crucial no contexto socioeconómico de Angola.
Resultados Promissores e Metas Ambiciosas
Na campanha agrícola 2022-2023, o sector familiar foi responsável por 82% da produção nacional, liderando a colheita de cereais, raízes e tubérculos. A nova iniciativa governamental visa ampliar esses resultados por meio de mecanização, capacitação técnica dos agricultores e distribuição de 7.410 toneladas de sementes para beneficiar mais de 1,1 milhão de famílias em todo o país.
Infraestruturas e Parcerias
Outro pilar do programa é a melhoria das infraestruturas rurais, especialmente vias de acesso e logística, para optimizar a cadeia de valor do sector. Castro Camarada também considerou a colaboração entre os sectores público e privado essencial para transformar a realidade agrícola e promover o desenvolvimento rural sustentável. O FADA, no âmbito das suas acções, já disponibilizou mais de seis mil milhões de kwanzas para financiar projectos agropecuários que resultaram em mais de nove mil toneladas de produtos como arroz, milho, trigo e batata rena. Adicionalmente, mais de 1.800 agricultores familiares receberam apoio directo, fortalecendo o desenvolvimento sustentável no país.
Um Compromisso com a Autossuficiência Alimentar
Ao priorizar a agricultura familiar, o Governo busca não apenas diversificar a economia, mas também garantir a segurança alimentar e criar mais oportunidades de emprego nas zonas rurais. Por exemplo, o programa visa aumentar em 20% a produção de cereais nos próximos três anos, o que poderia atender a 15% da demanda nacional actualmente suprida por importações. Além disso, espera-se que a mecanização do sector reduza em 30% o tempo de colheita, aumentando a eficiência e a rentabilidade dos pequenos agricultores. Estas acções reafirmam o compromisso de Angola em construir um futuro agrícola resiliente e sustentável
Quinta Feira - 26.Dezembro.24


