Desde 1995 parado, o perímetro dedicado a produção de arroz e outros cereais está a ser reactivado, e até a inteligência Artificial tem um papel a desempenhar.
O Anúncio Que Marcou o Arranque
O início das obras foi oficialmente anunciado no domingo, dia 13, pelo Ministro da Agricultura, Isaac Dos Anjos, durante visita de três dias ao Kwanza‑Norte. Recebido pelo Governador João Diogo Gaspar, o Ministro destacou a ambição de tornar a região no maior polo nacional de produção de arroz. Saiba como se concretiza esta meta.
Histórico do Perímetro Irrigado do Luínga
Criado em 1970, sob o domínio colonial português, o perímetro original ocupava cerca de 10 000 ha – 1 600 ha de regadio e 8 400 ha de sequeiro. Contava com canais de irrigação, valas de drenagem e uma fábrica de descasque, assegurando produção continua (até em estações chuvosas) sobretudo de arroz para Luanda, mas também de hortícolas e culturas diversificadas. Veja o que se mantém no projeto actual.
A nova visão do projecto
Para além do recondicionamento dos canais e da fábrica de descasque o plano prevê a reabilitação de três barragens de retenção e comportas, o envolvimento de famílias camponesas e autoridades tradicionais, que receberão parcelas de terra irrigada e formação técnica. Isto integra o Planalto de Camabatela, que abrange ainda Malanje e Uíge, e inclui um programa de repovoamento bovino. E tem mais.
Desafios de acesso e escoamento
João Diogo Gaspar sublinhou que a reativação das vias de acesso na comuna do Luínga é crucial para escoar a produção. O Governador apelou ainda ao uso da Inteligência Artificial para optimizer a quantidade e a qualidade da colheita. Entenda como a tecnologia pode intervir.
Inteligência Artificial ao serviço do campo
A IA transforma a agricultura por precisão: monitoriza cultivos em tempo real, detecta pragas e doenças precocemente e aplica insumos de forma localizada, o que reduz o desperdício e eleva os rendimentos. Também permite gerir melhor água e fertilizantes, promovendo sustentabilidade. Saiba onde tudo isto se encaixa.
Reduzir importações e aumentar a produção nacional
Esta reactivação sucede-se à do Perímetro Irrigado do Mucoso, também no Kwanza‑Norte, que apoia hortícolas, tubérculos, cana‑de‑açúcar e pecuária para abate. O objectivo é cortar drasticamente as importações: o país consome cerca de 500 000 toneladas de arroz por ano, das quais só 50 000 toneladas são produzidas no país.
Sexta feira - 18 de Abril de 2025


