A digitalização da agricultura pode representar um motor crucial para o crescimento económico de Angola, por permitir maior eficiência, produtividade e sustentabilidade no sector Agrícola, defendeu, ontem, em Luanda, a directora de Operações da Tecnologia, Inovação e Soluções (TIS).
Sandra Camilo que falava ao Jornal de Angola referiu que a agricultura digital deve ser considerada uma das principais apostas para o futuro do país, sobretudo, no que diz respeito à modernização do campo e à inclusão das comunidades rurais na economia digital.
“Estamos a desenvolver soluções tecnológicas específicas para o sector Agro-Pecuário, com vista à monitorização remota das plantações, previsão climática, gestão de irrigação e rastreabilidade da produção, que representam ferramentas que podem ajudar a reduzir perdas e melhorar a tomada de decisões pelos agricultores”, notou.
Para a especialista, as soluções promovidas pela TIS integram componentes de Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Hiper Automação, que facilitam a desmaterialização de processos e recolha de informação em tempo real.
Sandra Camilo destacou que as soluções da TIS tornam os sistemas agrícolas mais ágeis, menos burocráticos e mais adaptados aos desafios actuais, tendo adiantado que a transformação digital no sector Agrícola pode gerar impactos sociais significativos, sobretudo, no empoderamento das famílias camponesas, criação de postos de trabalho ligados à tecnologia e combate à insegurança alimentar.
“Quando se introduz a tecnologia no campo, não estamos apenas a falar sobre inovação, mas de justiça social. Aliás, é uma forma de garantir que mais angolanos tenham acesso às melhores condições de vida e oportunidades concretas de progresso económico”, apontou.
A TIS actua como parceira de várias iniciativas públicas e privadas, em que oferece consultoria em processos, modelação de negócios e desenvolvimento de soluções personalizadas.
A unidade conta com uma fábrica de software local que permite adequar as ferramentas à realidade angolana.


