Talatona - O Presidente do Conselho de Administração das Salinas Calombolo, Adérito Areia, sublinhou, nesta quarta-feira, em Luanda, a necessidade de se abrir caminhos para a exportação do sal, como estratégia impulsionadora do sector industrial do país.
Segundo o empresário de Benguela, que falava à imprensa, à margem do AgroSummit, a unidade instalada em Benguela tem capacidade de produzir mil toneladas de sal por dia, quantidade que poderia ser exportada para mercados como o Congo, São Tomé e Príncipe e até Europa, onde a"flor de sal" é altamente valorizada, principalmente em Portugal e no Reino Unido.
Apesar da elevada procura, lamentou a amorosidade dos trâmites legais que dificultam a certificação necessária para exportação.
"Há quatro meses que estamos a lutar por esses certificados. Nada é fácil, mas vamos continuar a trabalhar para levar a nossa produção ao mundo", augurou.
Com cerca de cem mil toneladas armazenadas em Benguela, o empresário assegurou que a burocracia tem sido um dos principais entraves para a competitividade do sal no estrangeiro.
Apesar dos percalços, mantém-se confiante no potencial do produto e na capacidade de expansão do sector, desde que haja maior celeridade nos processos administrativos e apoio institucional.
Já para o director da Companhia Nacional de Distribuição (CND), João Cordeiro, os produtores do antigo programa "Fazenda Maxi" integram agora o "Clube de Produtores Maxi", uma nova marca lançada oficialmente no evento.
O programa pioneiro visa capacitar pequenos e médios produtores, incentivar a inovação, garantir escoamento e promover o aumento da produtividade.
Fonte: Angop - 25 de Junho - 2025


