Luanda - Cem milhões de dólares (1 dólar vale 911 kwanzas) é o valor que a empresa chinesa Sinohydro vai investir para a produção de milho e soja, nas províncias da Lunda-Sul, do Moxico, Cuando e Cubango, uma iniciativa enquadrada no Plano Nacional de Produção de Grão (Planagrão), em Angola.
Para a concretização desse investimento, foi assinado, quinta-feira (24), um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Florestas e a Sinohydro, para o desenvolvimento e execução de infra-estruturas do Planagrão.
O documento, assinado pelo titular da pasta desse departamento ministerial, Isaac dos Anjos, e pelo responsável da empresa investidora, Li Xunfeng, define a exploração de mais de quatro mil hectares, nas referidas províncias.
O acordo visa promover a aceleração da produção local, competitividade, o aumento da produção de grãos e geração de rendimentos, bem como estabelecer uma relação de cooperação entre as partes, para o planeamento, desenvolvimento e execução de infra-estruturas, mediante acções concretas.
De acordo com o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, o acordo visa fomentar a produção nacional, numa perspectiva de consumo interno e da criação de excedente para exportação.
Referiu que o memorando assinado está implícito no Planagrão, uma estratégia cuja visão reflecte-se no início da concretização das primeiras áreas de trabalho deste plano.
Segundo o governante, iniciativas do género contribuem para a auto-suficiência da produção interna e exportação do excedente.
Por outro lado, o responsável da Sinohydro, Li Xunfeng, disse que a importação de cereais em Angola pode reduzir mediante um investimento significativo no segmento agrícola, uma aposta mais virada para o sector público e privado.
A Sinohydro está em Angola desde 2005, actuando principalmente no sector da construção, com destaque para participação da construção da Barragem de Laúca.
Além do referido Memorando de Entendimento, na mesma ocasião, também foi rubricado um acordo de parceria entre o Ministério da Agricultura e Florestas e outra empresa chinesa Citic Construction, visando à exploração de oito mil hectares, nas províncias do Cuanza-Norte e de Malanje, num investimento de 250 milhões de dólares. DIF/QCB
Angop - 25 de Julho.25


