Os camponeses agrupados em cooperativas no município do Songo, província do Uíge, prevêem, este ano, uma colheita de 453 toneladas de mandioca, contra as 275 produzidas no período anterior.
Os dados foram anunciados durante o acto de abertura oficial da campanha de colheita da mandioca, realizado na aldeia Sanzamo, no município do Songo, pelo governador provincial, José Carvalho da Rocha.
As 453 toneladas resultam do desbravamento mecanizado de 156 hectares de terra, pelo Governo Provincial do Uíge, no âmbito do Plano Local de Apoio à Agricultura Familiar (PLAAF), sendo aldeias de Sanzamo (55), Lucala (30), Diumba (11), Kimpumba Loé (10) e comuna de Kinvuenga (50).
O referido Plano, que deriva do Programa de Combate à Pobreza, consiste na distribuição de hectares de terra mecanizados, instrumentos de trabalho e sementes melhoradas às famílias camponesas para que possam aumentar os níveis de produção de alimentos.
A nível do município do Songo, o PLAAF contemplou, na presente época agrícola, 872 famílias camponesas, que, na ocasião, exprimiram satisfação pelos níveis de colheita da mandioca previstos.
“Estamos confiantes de que vamos ultrapassar as expectativas da colheita da mandioca, tendo em conta o desenvolvimento positivo das plantações”, referiu o responsável de uma das cooperativas da aldeia Sanzamo, Bernardo Dias Augusto.
O camponês fez saber que a mandioca produzida, na região, é transformada em bombó e, depois, comercializada localmente.
Avançou que a região tem recebido, nos últimos tempos, muitos comerciantes para a compra de bombó.
“Algumas vezes, não precisamos de ir para a cidade do Uíge vender o bombó. Os compradores têm vindo ao nosso encontro, porque a estrada está em boas condições”, disse.
Níveis aumentaram
Na ocasião, a directora municipal do Songo da Agricultura, Catarina Mekiakana, revelou que os níveis de produção de mandioca, no município do Songo, aumentaram consideravelmente, nos últimos tempos, fruto dos apoios e incentivos que o governo da província tem vindo a dar aos camponeses, à luz do PLAAF.
A responsável referiu que, além da mandioca, estão, igualmente, a ser colhidas grandes quantidades de batata-doce e outros produtos que serão, em breve, escoados para os mercados locais.
Disse, ainda, que, neste momento, os produtores da região estão a trabalhar 300 hectares, em terrenos húmidos, onde serão lançados produtos de curta duração, como o feijão, milho, hortaliças, batata rena e outros.
Catarina Mekiakana informou, também, que o seu pelouro tem controladas 130 associações e 68 cooperativas agrícolas.
Desenvolvimento
O governador do Uíge, José Carvalho da Rocha, destacou, durante o acto, a importância de as famílias continuarem unidas e empenhadas no desenvolvimento da agricultura na região.
Na ocasião, José Carvalho da Rocha garantiu o apoio do governo local, na distribuição de hectares de terra mecanizados, instrumentos de trabalho e sementes melhoradas, com vista a impulsionar a agricultura familiar.
“Queremos transformar a região num pólo de desenvolvimento sustentável, através do Plano de Apoio à Agricultura Familiar, para que as famílias possam produzir mais alimentos e criem excedentes para os mercados”, indicou.
O gestor máximo da província cafeícola apelou, por último, aos camponeses para que tirem maior proveitos das condições naturais da região, entre as quais terras férteis, abundância de recursos hídricos e clima tropical húmido, para produzirem cada vez mais, de modo a combater a fome e a pobreza no seio das famílias.


