Benguela - Produtores de fruta da província de Benguela estão focados em identificar oportunidades de acesso ao mercado europeu, sendo a Espanha um destino na mira dos fruticultores locais, apurou a ANGOP, nesta terça-feira.
É o caso de António Noé, CEO da empresa Indu-Agri "Indústria e Desenvolvimento Agrícola de Angola", que participou da edição 2025 da Fruit Attraction Madrid, considerada uma das maiores feiras do sector da fruticultura na Europa.
A feira, realizada recentemente no Ifema Madrid, Espanha, reuniu mais de 2,2 mil expositores de 150 países, com estimativa de público de cerca de 120 mil visitantes entre operadores, retalhistas e profissionais do sector.
Falando hoje à ANGOP, via telefone, a partir da capital espanhola, António Noé disse que a sua participação na Fruit Attraction Madrid é uma janela de oportunidades aberta tanto para a Indu-Agri, como para outros produtores de fruta de Benguela.
O também vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agropecuária e Pescas (CCIAP) da província de Benguela revelou que o foco da sua presença no evento é identificar oportunidades para exportar a fruta que a Indu-Agri produz.
"Benguela é uma província estratégica e a Indu-Agri é uma empresa que faz parte do Corredor do Lobito", comentou o produtor, cuja fazenda, localizada no Dombe Grande, alcançou uma produção estimada em 500 toneladas de melancia, de tamanho incomum, na safra 2024/2025.
António Noé, também conhecido como o "rei da melancia", revelou que pretende fazer a ponte para ajudar outros produtores da província de Benguela a serem "hub de exportação" da fruta produzida ao longo do Corredor do Lobito.
Segundo ele, depois de inaugurar, recentemente, a sua 5ª loja no município do Bocoio, como maior produtor de ananás da província, pretendia agora apoiar outros produtores locais a exportar a sua fruta para o mercado europeu.
Daí ter defendido a necessidade de se identificar as oportunidades que a Europa oferece, que produz apenas uma vez por ano e precisa de importar fruta para compensar o período em que não há produção.
Por essa razão, sublinhou que a Indu-Agri aposta em estratégias de acesso ao mercado europeu, através de contactos com vários empresários espanhóis, a fim de prospectar novos clientes e firmar parcerias para a exportação de fruta.
A título de exemplo, adiantou ter começado, a partir desta segunda-feira, a visitar vários transitários em Madrid, que podem facilitar o processo de certificação da fruta de Benguela.
É que, notou, o mercado europeu é tão exigente, que o produto tem de apresentar alta qualidade, nomeadamente sem químicos ou com controlo de qualidade fitossanitário dentro dos padrões internacionalmente aceites.
No fundo, disse, o desafio é fazer um intercâmbio com os transitórios europeus, de tal sorte que certifiquem a fruta de Benguela, para conquistar o exigente paladar europeu.
Desenvolver a economia
Aproveitou para destacar a forma incansável como a Indu-Agri tem trabalhado na busca de contactos e parcerias internacionais no sector do agro-negócio, para desenvolver a economia nacional.
António Noé encoraja os produtores nacionais a participarem neste tipo de eventos, para que possam aceder aos mercados internacionais e ampliar a competitividade do país. JH/CRB
Fonte: Angop - 07 de Outubro. 2025


