A Fazenda Agro-industrial do Longa, localizada no município com o mesmo nome, província do Cubango, está a relançar a produção de arroz em grande escala em 700 hectares de terras aráveis, com o intuito de aumentar a oferta interna e reduzir a importação do cereal no país.
Área de Modernização e Projectos da empresa, Filipe Neto, explicou que a Fazenda Agro-Industrial do Longa, que está sob gestão da Gesterra, vai apostar, a partir desta campanha agrícola, no fomento da produção de arroz, com vista ao reforço da segurança alimentar em Angola..
Filipe Neto disse que a sementeira para o cultivo de arroz arranca nos próximos dias e o período de crescimento até à fase da colheita estima-se entre três e quatro meses.
Sobre as quantidades a serem produzidas, explicou que a empresa só poderá definir a projecção final depois da primeira colheita, uma vez que é esta que vai permitir determinar, com precisão, o rendimento por cada hectare.
Revelou que a Gesterra está a preparar mais 100 hectares adicionais para o cultivo de milho, como parte da estratégia de diversificação agrícola na região. Acrescentou que a inclusão desta cultura visa reduzir a dependência de um único produto e fortalecer a capacidade de resposta às necessidades alimentares da província, aproveitando as condições naturais de terras aráveis e recursos hídricos abundantes no município do Longa.
Filipe Neto lembrou que a campanha agrícola passada foi dedicada essencialmente à reabilitação das infra-estruturas de suporte da fazenda, incluindo os blocos de acomodação dos trabalhadores nacionais e expatriados que foram completamente renovados.
Nesta mesma fase, avançou que foi reabilitada, também,a fábrica de processamento de arroz, que voltou a funcionar e está preparada para dar resposta às exigências da colheita.
O responsável explicou, ainda, que embora a preparação do solos esteja concluída, os trabalhos de recuperação dos pivôs de rega e do sistema de bombagem ficaram agendados para 2026, devido ao elevado grau de vandalização a que estas infra-estruturas foram sujeitas durante o período em que o projecto esteve inactivo.
Fonte: Jornal de Angola - 20 de NOV. de 20225


