Operação representa não apenas um marco comercial, mas também um passo de inspecção, certificação e con-trolo de produtos agrícolas de origem vegetal no país
O primeiro carregamento das mais de 10 toneladas de abacates colhi-das, ontem, na "Fazenda Mmm-maria Maurício e Marcelino", situ-ada no município da Caála, provín-cia do Huambo, destinado à expor-tação, marcou o lançamento oficial da Certificação Fitossanitário Digi-tal para o comércio de frutas tropi-cais entre Angola e os Países Bai-XOS.
A operação representa não apenas um marco comercial, mas também um passo estratégico na moderni-zação dos processos de inspecção, certificação e controlo de produtos agrícolas de origem vegetal no país.
Executivo angolano tem estado a apos-tar seriamente no fomento da produção do fruto
A Fazenda Mmm-maria Maurício e Marcelino possui 80 hectares, des-tes, 10 destinados para o cultivo de abacateiros. Gera cerca de 50 pos-tos de trabalho directos e 25 indi-rectos. A expansão e modernização da produção constam das estraté-gias para ampliar a renda familiar, fortalecer a segurança alimentar local e promover o desenvolvi-mento sustentável na região.
O chefe de Departamento da Agri-cultura e Protecção de Plantas, do Ministério da Agricultura e Pecuá-ria, Ribeiro João António, afirmou que com este acto Angola e os Paí-ses Baixos inauguram uma nova era de desenvolvimento de negó-cios e diversificação da economia na componente da troca de produ-
tos de origem vegetal, com especial destaque para as frutas tropicais.
O responsável deu a conhecer que o objectivo é ampliar o acesso ao mercado europeu, as segurando padrões de qualidade, segurança sanitária e conformidade com as exigências regulatórias.
Ribeiro João António assegurou que o produto parte para a exportação com a qualidade e as condições exigidas pelo mercado europeu, tendo cumprido todos os procedi-mentos, desde a inspecção dos
campos de cultivo até ao sistema de tratamento que garante a conser-vação e as condições de transporte.
O chefe de Departamento da Agri-cultura e Protecção de Plantas, do Ministério da Agricultura e Pecuá-ria, Ribeiro João António, explicou que este processo deverá culminar no próximo dia 26 do mês em curso, no Porto do Lobito, província de Benguela, com a emissão do Certificado de Fitossanidade para os Países Baixos.
Actualmente, referiu, mais de 70 países membros das Nações Unidas utilizam esse sistema, reconhe-cendo-o como o futuro da certifi-cação fitossanitária, uma vez que o método anterior era mais moroso e sujeito a atrasos.
Ribeiro João António disse, ainda, que para a certificação fitossanitá-ria participaram membros do Ministério da Agricultura, inspec-tores das províncias vizinhas como Bié, Cuanza-sul, Luanda, Huambo e Benguela, além de órgãos de polícia que devem estar informados sobre todo o processo em curso.
Como exemplo, citou que a Holanda, além de ser um dos maio-res e potenciais clientes, também é fornecedora de produtos agrícolas que importam de muitos países para, posteriormente, exportar a outros mercados.
O administrador do Município da Caála, Rubem Etome, afirmou que o carregamento das mais de 10 tone-ladas de abacates da produção local representa um marco histórico, que conectao Huambo a o mundo.
Segundo ele, é uma etapa que apro-xima Angola dos Países Baixos e domercado europeu, reforçando o progresso nacional em direcção à industrialização agrícola e à inte-gração regional.
O governante destacou que o município da Caála conta com pro-dutores e famílias associadas a essa grande actividade, o que reforça a fazenda âncora e ajuda a manter o stock logístico estável.
Rubem Etome explicou, também, que a Caála está numa zona privile-giada e no epicentro da logística nacional, devido à construção da
Plataforma Logística, que já abriga 15 contentores de refrigeração, conectados ao Corredor do Lobito, facilitando a venda de produtos em tempo real, sem prejuízo de deteri-oração e com melhoria na trans-portação.
Fonte Jornal de Angola - 25 de Nov. 2025


