Luanda - Um memorando de entendimento para a instalação e exploração de plantações de citrinos, produtos hortícolas e uma unidade industrial de transformação de frutas, orçado em cerca de 150 milhões de dólares, foi assinado, esta terça-feira, em Luanda.
Assinaram o memorando o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, e os representante da empresas Citrus Prime, Faustino Guli, o presidente do Conselho de Administração da Gesterra, Carlos Paim, e o director executivo da Iber Angola, Pedro Simón.
Na ocasião, Isaac dos Anjos disse que o acordo visa principalmente a exportação de concentrado de citrinos para a Espanha e o aproveitamento de frutas como o maracujá para a indústria cítrica.
Referiu que não se perspectiva a exportação no estado natural, por causa das pragas e doenças comuns na citricultura, particularmente a mosca do Mediterrâneo.
Explicou que a empresa Gesterra vai viabilizar a disponibilização de terrenos na região de Capanda, em quatro fases, para que se consiga ter uma área total de plantação de cerca de 10 mil hectares.
Adiantou que todas as propriedades, num raio de mais de 300 quilómetros, poderão canalizar a sua produção para a indústria, realçando as condições de energia e água existentes na região.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Gesterra, Carlos Paim, o projecto começa a ser implementado, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, depois de cumpridas as fases preliminares, desde os estudos de base a parte administrativa.
Salientou que a previsão para o início da exportação é a partir do quinto ano, prevendo-se, numa primeira fase, a criação de cerca de 600 postos de trabalho, que sobe para três mil, a partir do sexto ano de implementação.
Adiantou que a meta é processar cerca de cinco milhões de toneladas de fruta por dia quando se atingir o ponto mais alto do projecto, oito anos depois do seu início.
Por seu turno, Pedro Simón disse que a unidade industrial de congelados de verduras vai ser a primeira instalada em Angola e os produtos serão para o mercado nacional, com a finalidade de fazer baixar os preços actuais do mercado em 30 por cento.
O projecto, disse, vai ser implementado numa extensão total de até mil 500 hectares, dos quais mil estão destinados ao cultivo de hortícolas, a serem totalmente congeladas e colocados no mercado nacional.
Quanto as culturas, revelou que os primeiros hectares serão para hortícolas e frutas de rápido crescimento, como maracujá e mamão e, posteriormente, manga e banana.
O projecto, que vai ser desenvolvido no Pólo Agro-industrial de Capanda (província de Malanje), será implementado em quatro fases, durante oito anos.
Fonte: Gira Noticias - 04 de Dezembro 25


