Angola alcançou 10.500 toneladas de produção de café no ano agrícola 2024-2025, e registou um aumento de 38,4% em relação ao ano anterior. As exportações atingiram 3.288 toneladas avaliadas em 11,5 milhões de dólares, com Portugal a dominar os destinos ao lado de Itália e Polónia.
Produção Recorde Alcançada
O Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, reportou a produção de 10.500 toneladas durante declarações de balanço do ano. Este crescimento assenta em ganhos anteriores, como aumentos de 37% nas exportações em 2022/2023 e 51,3% em 2024. A produção centra-se em variedades robusta como Ambriz e Amboim, principalmente de explorações familiares nas províncias do norte.
Marcos nas Exportações
Vinte e uma empresas angolanas geriram as exportações, mais do que nos ciclos anteriores, gerando 11,5 milhões de dólares; reflexo de maiores volumes e preços. Portugal lidera os compradores, seguido de Itália, Polónia e outros como Bélgica e Líbano, revelando interesse global crescente. Dados anteriores confirmam o papel principal de Portugal, com destinos prévios incluindo Marrocos e Espanha.
Expansão de Sementes e Viveiros
Os esforços produziram 3.200 kg de sementes de arábica e robusta, mais 6 milhões de mudas; 47% do sector privado, 43% do Instituto Nacional do Café (INCA). Estas apoiam renovação de plantações antigas e novas plantações. O INCA, sediado no Uíge com estações em Amboim e outras, impulsiona I&D e licenciamento.
Programas de Desenvolvimento Regional
Um programa de multiplicação vegetativa no Uíge, Cuanza-Norte, Bengo e Cuanza-Sul rendeu mais de 66.000 mudas de jardins clonais. O projecto Mukafe de 8,8 milhões de euros apoia 500.000 agricultores em seis municípios destas áreas, financiado pela AFD de França. Tais iniciativas visam rendimentos de 1.000 kg/ha em 100.000 ha, bem acima dos actuais 200 kg/ha.
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