Matala - O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) prevê financiar, ao longo do presente ano, 200 produtores de milho no município da Matala, na Huíla, para garantir matéria-prima para a fábrica Nova Cimor, a maior indústria moageira da província.
A unidade dedicada à produção de farinha de milho e outros derivados, inserida na cadeia de valorização da produção alimentar proveniente da agricultura familiar, tem dificuldades em manter a capacidade diária de produção fixada 140 toneladas de fuba de milho/dia.
O projecto do novo financiamento, cujo pacote não foi revelado, foi apresentado esta quarta-feira no município, pelo administrador executivo do FADA, Renato Baptista, que explicou ser uma iniciativa resultante de uma articulação entre o FADA, a Administração Municipal da Matala e a unidade fabril.
Segundo o responsável, as instituições envolvidas vão assegurar o acompanhamento técnico e institucional necessário para que os produtores estejam devidamente habilitados a aceder aos recursos financeiros destinados ao fomento da produção de milho.
Por sua vez, na mesma senda, o administrador da Matala, Manuel Machado Quilende, destacou a "importância estratégica" do projecto, para o desenvolvimento económico local, sublinhando que a iniciativa poderá contribuir de forma directa para a melhoria das condições de vida das famílias camponesas.
Apelou para o sentido de responsabilidade, seriedade e compromisso dos produtores que beneficiem do financiamento, de modo a assegurar o sucesso do programa e a modernização sustentável da produção agrária no município.
Já o director da Nova Cimor, Miguel Tropa, referiu que o projecto visa mitigar a escassez de matéria-prima que a fábrica tem registado em determinados períodos do ano.
Acrescentou que a iniciativa integra também uma componente de assistência técnica aos agricultores, no âmbito do projecto PINDUKA, com enfoque no aumento da produção e da produtividade, promoção do crescimento económico e protecção ambiental.
A fábrica Nova Cimor da Matala é um activo público, mas sob gestão privada desde o ano 2000. Existe desde a década de 1960 e beneficiou de uma injecção financeira do Estado em 1999, mantendo-se, até aos dias de hoje, como a principal e maior moangeira da província da Huíla.
Trata-se de uma moagem com uma capacidade de armazenamento de seis mil toneladas em seis silos, que apesar de produzir 140 toneladas/dia, apenas está a moer 20, devido a escassez de matéria-prima, que normalmente tem origem os municípios da Matala, Quipungo, Chicomba, Chibia.
Em 2021 recebeu um financiamento do PRODESI de mil milhões de kwanzas, através de uma linha de crédito do BDA, que permitiu substituir o equipamento, após quatro anos paralisada (desde 2017). MS
Fonte: Angop - 26 de Fevereiro de 2026


