Ndalatando - O departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA) no Cuanza-Norte tem disponíveis 600 mil e 400 mudas de café para distribuição a produtores locais, no quadro das estratégias de revitalização da produção.
Em declarações terça-feira à ANGOP, em Ndalatando, o responsável do departamento provincial do INCA, Cesaltina Agostinho, esclareceu que, para a referida estratégia, a instituição conta um Centro de Produção de Mudas Generativas e Vegetativas, no Hortobotânico do Kilombo, em Ndalatando, financiado pelo Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC).
Cesaltina Agostinho esclareceu que o centro de Ndalatando dispõe de uma capacidade de reprodução de mais de 150 mil mudas, sendo 39 mil e 600 generativas, em cada uma das quatro naves disponíveis, para além de viveiros para a reprodução de mudas vegetativas.
Por outro lado, disse, a instituição dispõe, no município do Golungo Alto, de 450 mil mudas, criadas no âmbito do projecto de Revitalização e Fortalecimento da Produção de Café em Angola (MUKAFE), que começaram já a ser distribuídas a produtores na região.
A responsável manifestou a aposta do INCA em expandir a produção do café aos 17 municípios da província, incluindo naqueles com pouco histórico na referida área, com destaque para o município do Lucala, onde se prevê o plantio de grandes extensões do produto nos perímetros irrigados de Cacala, Coreia I e II.
A responsável provincial do INCA manifestou-se optimista com o alcance de boas safras, no quadro da experiência de produção do café em novas regiões da província, face ao uso das espécies robusta e cazengo, consideradas de fácil adaptação ao clima do Cuanza-Norte.
Referiu que a província controla, actualmente, 634 produtores que, no ano transacto, alcançaram uma safra de 710 toneladas de café, comercializadas na sua totalidade, numa altura em que se regista uma grande procura do produto no mercado nacional.
Disse constatar-se um grande interesse dos camponeses por retomar a produção, face ao actual preço "atractivo" do produto, sendo mil e 500 kwanzas por quilograma de café mabuba (ainda com casca) e três mil kwanzas por quilograma de café comercial.
Apontou os municípios de Quiculungo e Ambaca como as regiões do Cuanza-Norte com maiores números de produtores e com bons resultados em termos da safra do café, com envolvimento de um grande número de jovens agricultores.
Ainda de acordo com Cesaltina Agostinho, o INCA no Cuanza-Norte tem igualmente a aposta virada para o reforço do apoio aos cafeicultores, em prol da adopção das técnicas actualizadas de cultivo, para o aumento contínuo da produção.
A província do Cuanza-Norte tem grande potencial na produção do café, tendo sido considerada um dos principais celeiros de exportação do produto, no período anterior à Independência Nacional. LJ/IMA/IZ


