O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) vai praticar uma taxa de juro entre 7,5 e 10 por cento para o sector agropecuário, "assegurando a sustentabilidade financeira da instituição e taxas mais acessíveis", segundo um comunicado do Conselho de Ministros.
A proposta de alteração foi hoje apreciada na 1.ª reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros e integra-se no âmbito das políticas de estímulo à produção nacional.
Em declarações à imprensa em Luanda, após a reunião, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, disse que continuará a ser aplicado o regime anterior do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para os créditos não relacionados com o sector agropecuário, enquanto o novo regime fixa os limites máximos para o custo global do crédito incluindo taxa de juros e comissões directamente associadas nos seguintes termos: até 7,5 por cento ao ano para créditos de investimento agropecuário (instalações, equipamentos, modernização e expansão) e até 10 por cento ao ano para crédito de exploração (capital circulante e aquisição de insumos, por exemplo).
O BDA pratica atualmente uma taxa de juro de referência de 13,55 por cento ao ano para os seus programas de financiamento.
A proposta não prevê a atribuição de quaisquer mecanismos de compensação financeira por parte do Tesouro Nacional ao BDA, para além das capitalizações que o Estado tem realizado à instituição, e será aplicável não apenas a novas operações, mas também às que já estejam em vigor, desde que não se encontrem em situação de incumprimento, acrescentou Vera Daves.
A ministra adiantou que o Executivo considerou necessária a redução da taxa de juros porque tem interagido com vários tomadores de crédito com projetos de mérito "e que poderão potencialmente ter impacto positivo naquilo que é o aumento da produção", mas que têm dificuldades em atingir níveis de rentabilidade compatíveis com as taxas actualmente cobradas.
Fonte: Ver Angola - 21.05.2026


