O Reino dos Países Baixos reconheceu os avanços alcançados por Angola no reforço do seu sistema fitossanitário, destacando o compromisso do país com a modernização da sanidade vegetal e a adopção de padrões internacionais que reforçam a competitividade da agricultura nacional.
O reconhecimento foi feito durante o workshop de formação para inspectores fitossanitários, que decorre em Benguela de 20 a 24 de Julho, pelo representante da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Angola, Armindo Teuns, que sublinhou a evolução registada na capacitação técnica dos profissionais e no fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção das culturas.
A iniciativa, promovida pelo Ministério da Agricultura e Florestas, através da Direção Nacional da Agricultura e Pecuária e da Autoridade Nacional Fitossanitária, com o apoio da SADC, da FAO e do Reino dos Países Baixos, reúne 33 inspectores provenientes de 10 províncias e resulta de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Florestas, a Autoridade Nacional Fitossanitária, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Reino dos Países Baixos.
Na abertura da formação, o director provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas de Benguela, Leiland da Costa, destacou que o reforço das competências dos inspectores representa um passo decisivo para consolidar o Sistema Nacional de Proteção Vegetal e garantir uma agricultura mais produtiva, sustentável e competitiva. O responsável sublinhou que o desafio do país passa por aumentar a produção agrícola e por assegurar a sua qualidade e proteger as culturas contra pragas e doenças.
Durante o encontro, foi destacado que um sistema fitossanitário robusto é determinante para prevenir a propagação de pragas e doenças, proteger a produção agrícola, facilitar o comércio internacional e garantir o cumprimento das exigências fitossanitárias dos mercados de exportação.
Durante a sessão, foi igualmente destacado o papel estratégico da agricultura na diversificação da economia angolana e na redução da dependência das importações, enquadrando esta aposta nos novos programas de desenvolvimento agrícola, como os Agrocorredores, recentemente apresentados em Benguela.
A representante da FAO em Angola, Maria da Fátima de Jesus, reforçou que a sanidade vegetal é um dos pilares da segurança alimentar e da competitividade do sector agrícola, defendendo que proteger as plantas significa proteger os agricultores, as famílias e o futuro da agricultura nacional.
A formação enquadra-se na estratégia nacional de fortalecimento da sanidade vegetal, considerada um dos pilares para o aumento da produtividade, da segurança alimentar e da diversificação da economia angolana, num momento em que o país procura consolidar a sua posição como produtor e exportador de produtos agrícolas de qualidade.
23 de Julho de 2026


