Cacuaco - O Banco de Fomento Angola (BFA) tem o compromisso de financiar pequenas, médias e grandes empresas para dinamizar o sector do agronegócio e impulsionar a produção em grande escala de café no país, assegurou esta terça-feira, em Luanda, a administradora executiva desta instituição, Elizabeth Tristão.
Ao intervir durante a mesa redonda sobre o café, realizada hoje, em Luanda, a responsável sublinhou ser o papel do banco apoiar o resgate da capacidade de produção do "bago vermelho" que caracterizou Angola na decada de 70.
Segundo Elizabeth Tristão, há necessidade de se ter projectos viáveis e sustentáveis, apoiar empreendedores e ajudar a economia a crescer.
"O BFA financia o agronegócio, que representa 12% da sua carteira de crédito. Em termos de quota de mercado, o banco detém cerca de 30% do crédito concedido à banca nacional para o sector, estando entre os líderes que mais financiam a agropecuária, com uma carteira de 100 projectos, entre os quais o apoio ao sector do café", destacou.
Para além do financiamento, disse que o banco apoia a província do Cuanza-Sul, onde tem um projecto ligado ao café, com um financiamento de 170 milhões de kwanzas, em três potências mutuários, com compromisso de apoiar mais de três mil micro produtores.
Por seu turno, o director-geral da Angonabeiro, Rui Gonçalves, recordou que a instituição aposta na produção nacional há 28 anos.
Informou que a empresa embala e exporta mais de mil toneladas anualmente de café, contando com 30 mil produtores.
O responsável realçou que, apesar de ser uma empresa estrangeira, a visão "não é de concorrência", mas complementar a produção local.
A título de exemplo, frisou que a marca de café Ginga, 100% angolana, tem registado um crescimento anual superior a 40%.
"A fileira do café é uma cultura do presente e do futuro em Angola, sendo um produto consumido em vários pontos do mundo", considerou.
Apesar do preço estabelecido pela bolsa de valores a nível mundial e sem capacidade de negociar, alertou ser fundamental investir na qualidade da produção.
Rui Gonçalves apontou as regiões do Amboim e do Ambriz como as maiores fornecedoras de café robusta.
A Angonabeiro conta com 108 profissionais, dos quais 3% são expatriados, com predominância de mão-de-obra feminina. COF/QCB
Fonte: Angop - 22 de Setembro,2026


