AgriTech Show encerra primeira edição com 5.000 profissionais e abre caminho para crescer em Angola AgriTech Show encerra primeira edição com 5.000 profissionais e abre caminho para crescer em Angola

AgriTech Show encerra primeira edição com 5.000 profissionais e abre caminho para crescer em Angola

05/10/2026

Realizada na Fazenda da Quiminha, em Luanda, a primeira edição reuniu 60 expositores, 6 conferências temáticas, 120 hectares de culturas e delegações de 7 países.

A primeira edição da AgriTech Show Luanda terminou este domingo, na Fazenda da Quiminha, depois de quatro dias dedicados à tecnologia, produção, investimento e negócios no agronegócio angolano. O balanço aponta para cerca de 5.000 profissionais, 60 expositores, 120 hectares de culturas agrícolas, seis conferências temáticas e participação internacional de sete países.

Realizada entre 1 e 4 de Outubro, a iniciativa procurou afirmar um modelo diferente de feira agrícola em Angola, aproximando empresas, produtores, investidores, instituições financeiras, fornecedores de tecnologia e equipamentos e potenciais parceiros internacionais num mesmo espaço.

A AgriTech Show apostou numa componente prática, beneficiando das características da Fazenda da Quiminha enquanto exploração agrícola em actividade. A presença de culturas e áreas produtivas permitiu aproximar equipamentos, tecnologias e soluções das condições concretas do campo.

A lógica passou por juntar exposição, demonstração, conhecimento, networking e negócio, colocando em contacto diferentes elos da cadeia de valor do agronegócio.

Cinco mil profissionais num evento de natureza B2B

Ao longo dos quatro dias, a AgriTech Show recebeu aproximadamente 5.000 profissionais, entre produtores agrícolas, empresas agroindustriais, investidores, instituições financeiras, fornecedores de máquinas e equipamentos, empresas de tecnologia, operadores de logística, distribuidores, consultores, instituições públicas e associações sectoriais.

Para a organização, o número deve ser analisado tendo em conta o posicionamento da iniciativa enquanto feira profissional e empresarial, em que a relevância dos contactos e a capacidade de decisão dos participantes assumem particular importância.

A feira permitiu aproximar áreas que muitas vezes funcionam de forma separada, desde a produção e tecnologia até ao financiamento, logística, transformação, distribuição e investimento.

Uma plataforma internacional em construção

A dimensão internacional constituiu igualmente uma das marcas da primeira edição.

Empresas e instituições de Portugal, Espanha, Países Baixos, Botswana, Namíbia, África do Sul e Brasil participaram na iniciativa, criando oportunidades de contacto com empresas angolanas e abrindo espaço para novas relações comerciais, tecnológicas e institucionais.

A presença destes mercados reforça uma das ambições da AgriTech Show: posicionar Luanda como ponto de encontro entre o agronegócio angolano e diferentes mercados com experiência, tecnologia, investimento e soluções para o sector.

Seis conferências e uma agenda centrada nos desafios do sector

A componente empresarial foi acompanhada por um programa de conferências dedicado a alguns dos principais desafios e oportunidades do agronegócio.

As seis sessões abordaram temas como produção, financiamento, investimento, tecnologia, logística, cadeias de valor, modelos de negócio e desenvolvimento agrícola, colocando em debate diferentes perspectivas do sector público e privado.

A programação procurou complementar a componente comercial da feira com conhecimento e discussão sobre soluções concretas para aumentar a produtividade, estruturar negócios e melhorar a capacidade de acesso a financiamento e mercados.

Contactos que continuam depois da feira

Um dos resultados identificados pela organização foi a criação de um número significativo de contactos empresariais entre expositores, produtores, investidores e potenciais parceiros.

Foram identificadas oportunidades de fornecimento, distribuição, investimento, cooperação empresarial e desenvolvimento de novas parcerias nacionais e internacionais.

A organização sublinha, contudo, que os resultados de uma feira profissional não se esgotam nos negócios fechados durante os quatro dias. Muitas das oportunidades iniciadas durante o evento terão agora de passar por processos de negociação, análise técnica e financeira e acompanhamento comercial.

É precisamente essa capacidade de gerar relações que podem continuar depois do encerramento da feira que a organização considera uma das mais importantes bases para a evolução do projecto.

Primeira edição deixa espaço para crescer

O balanço da primeira edição permite à organização olhar já para a próxima edição com uma ambição clara: crescer com maior dimensão, mais expositores, mais área e uma participação internacional ainda mais forte.

A experiência da primeira edição demonstrou a viabilidade de realizar em Angola uma feira agrícola profissional com uma forte componente empresarial e de demonstração em campo. A resposta dos expositores e dos profissionais que passaram pela Fazenda da Quiminha cria, segundo a organização, condições para consolidar e ampliar o projecto.

A próxima edição deverá partir da experiência adquirida este ano para reforçar a área de exposição, aumentar o número de empresas participantes, ampliar a componente internacional e aprofundar os conteúdos técnicos e empresariais.

Sem antecipar resultados que ainda não podem ser medidos, a organização considera que a primeira edição criou uma base sólida para crescer.

A AgriTech Show termina assim a sua primeira edição não como um projecto concluído, mas como uma plataforma que começa agora a construir a sua continuidade. O objectivo é que a próxima edição seja maior, mais abrangente e mais representativa do agronegócio angolano e das oportunidades que o sector pode gerar.

Quatro dias, 60 expositores, 120 hectares de culturas, seis conferências e cerca de 5.000 profissionais constituem o ponto de partida. O próximo desafio é transformar esta primeira experiência numa plataforma cada vez mais forte de negócios, conhecimento, tecnologia e investimento para o agronegócio em Angola.